quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bill Nye, o garoto da ciência

Quem foi criança nos anos 90 deve se lembrar de um célebre programa educativo, chamado O mundo de Beakman, em que um cientista maluco, junto com seus auxiliares, explicava como funcionam vários fenômenos científicos e objetos do dia-a-dia de uma maneira simples e bem humorada. pois bem, o programa Bill Nye - the science guy também segue os mesmos moldes, porém mais focado na ciência em si. De maneira clara e divertida, ele apresenta conhecimentos científicos e gera debates em torno deles, instigando ao raciocínio crítico.

O programa é muito bom, o que me rendeu certo espanto ao ver que não havia nenhum material dele legendado em português no youtube. Aproveitando o pouquinho de tempo que estou tendo essa semana, resolvi eu mesmo legendar alguns vídeos (mais curtos) do programa do Bill e já estou trabalhando em um episódio inteiro, que em breve disponibilizarei. Enquanto isso, recomendo a todos os amantes e simaptizantes da ciência os videos a seguir:



















Abraços,

Jack Waters

domingo, 22 de novembro de 2009

Quem?

"Sinceridade no berço de quem vê,
amabilidade no peito de quem chora,
hostilidade na natureza de quem não canta,
sinos da verdade e tambores da mentira,
quem poderá vencer essa batalha?"

Gustavo Amariz

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Contagem regressiva

Gostaria de começar pedindo, novamente, sinceras desculpas pela minha ausência durante este mês. Definitivamente não estou com muito tempo para nada além de trabalhar e estudar. Faltam menos de 20 dias para o primeiro da série de vestibulares que enfrentarei nos próximos meses e resolvi aproveitar o pouco tempo que me resta para fazer um "intensivão" de estudos.

Inlusive, só estou escrevendo agora porque fiz uma pausa depois de quase 3 horas ininterrumptas estudando História e literatura, apenas para me preparar para mais 2 horas de história e física. Até faltei aula do curso para ter tempo de descansar e rever o conteúdo dessas matérias. Enfim, está um sufoco, mais creio que conseguirei fazer uma boa prova (torçam por mim).

Falando agora de coisas boas, ando tendo experiências muito interessantes nos últimos tempos, que infelizmente ainda não pude relatar com detalhes, por falta de tempo. Recentemente recebi a proposta de um amigo para tocarmos no quiosque de um outro amigo nosso, eu na guitarra e ele cantando. Animei-me com a idéia. Faz muito tempo que ando mesmo querendo tocar com alguem, montar uma banda de garagem. Este pode ser o primeiro passo. Tudo certo, só falta decidirmos o repertório e ensaiarmos.

De fato, este ano me foi bastante construtivo e divertido, e o melhor ainda está por vir. Imagino as aventuras que me aguardam nas andanças que farei pelo país nos próximos 3 meses, indo a shows e a provas, conhecendo novas cidades e culturas e encontrando pessoalmente os amigos de longa data da internet. Tenho boas expectativas quanto a isso.

Acho que posso me acostumar com essa vida rock 'n roll, viajando por aí sem muita grana, sem muitos planos e sozinho, apenas com uma mochila nas costas e várias idéias na cabeça. Quem sabe até descolando uma grana tocando em barzinhos, conhecendo uma galera legal, criando, de fato, uma banda, vivendo para a música e a filosofia.

Por enquanto são sonhos a serem perseguidos e acho que estou no caminho certo. Ano que vem será decisivo caso eu passe em algum vestibular e preciso me preparar para as mudanças que virão. Até lá, muito estudo na cabeça e rock no coração.

Bem, é hora de voltar aos livros!

Obrigado a todos pela compreensão e paciência.

Abraços,

Jack Waters

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Realidade é Complexidade

Olá meus caros leitores, mais uma vez venho pedir a atenção a vocês para mais uma viajada. Hoje irei falar de um assunto que despertou meu interesse na filosofia, eu espero que as pessoas que lerem este post também tenham o mesmo entendimento que eu tive quando respondi a uma determinada pergunta. Vou falar qual é a pergunta mais eu quero que todos que lerem este blog pensem sobre esta pergunta antes de responder:

O que é a realidade?

Pensaram sobre esta pergunta, esta é uma pergunta muito difícil de ser respondida, mas que uma das únicas pessoas que responderam esta pergunta foi o Raul Seixas com a seguinte frase:

“Sonho que se sonha só é um sonho
Sonho que se sonha junto é realidade.”

Muito interessante esta respostas, agora vou falar o meu conceito de realidade. Lembro-me de que a primeira pessoa que me fez esta pergunta foi o Jack e eu respondi que real seria aquilo que nós poderíamos tocar ou ver, mas agora eu não vejo que esta é uma resposta válida.

Eu acho que a realidade esta em nossas mentes, nós criamos a realidade, nada é real se nós não formos reais e se nada e real não existimos. É uma coisa um pouco sem lógica, mas esta é a respostas que expressa o verdadeiro significado de realidade para mim, eu sei que ainda não esta bem definido, mas eu estou caminhando para tentar compreender este conceito, por isto tenho falado bastante de realidade nos meus posts.

Cada coisa que acontece no dia a dia é um reflexo de nossas mentes, se nossas mentes não criarem estes fatos que acontecem todos os dias, seja direta ou indiretamente, estes fatos não aconteceram, não sei se estou certo, mas a realidade é de uma complexidade tamanha, mas não consegue ultrapassar seu conteúdo.

Eu sei que eu não falei nada com nada neste post mas eu na verdade coloquei este post, pois eu queria chamar as pessoas a algumas questões que parecem pequenas e que merecem total atenção.

Romulo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tédio e Rotina?

Caros amigos leitores, hoje vamos viajar mais um pouco. Quero refletir com vocês hoje sobre a um assunto que me da muito medo. Tédio e Rotina. Eu estou passando por um momento em que minha vida esta caindo na rotina, esta rotina que mais parece um labirinto sem fim, que quando você entra a porta se transforma em parede e você não tem mais saída.

A cada dia eu reflito sobre muitos assuntos, penso que não sou nada comparado com esta imensidão que é o mundo, penso sobre religião e ciência, penso nas burrices da humanidade e toda a sua ignorância. Tento fugir deste labirinto que é a rotina tediosa. Eu acho que o único momento em que eu consigo fugir desta rotina é no momento em que amo, pois a partir dali eu vejo que tudo pode ser diferente.

Vejo pessoas vivendo em seus labirintos e que nem se quer viram a próxima direita, não sei se é por medo ou por ser mais fácil viver assim. Eu tenho medo deste sentimento tomar conta da minha mente, quero ter a mente livre para pensar e para viver. Mas por enquanto estou preso neste imenso labirinto e tenho esperança de que um dia a porta se abrirá na minha frente e eu sairei dele.

Tento achar respostas ou mesmo dicas em musicas e também em textos filosóficos mas não acho, o que me resta é esperar e tentar não ficar acomodado e com medo de virar a próxima direita.

Espero que tenha sido um texto legal, o pessoal já deve estar acostumado com meu modo confuso de pensar e meu modo de escrever. Não sei se o que eu escrevi faz sentido para alguém, mas pelo menos eu tento expressar meu sentimento parece que tirei uma coisa que estava entalada na minha garganta.

Obrigado a todos que leem este blog e não se esqueçam de votar no blog!

Romulo

domingo, 1 de novembro de 2009

Estamos todos conectados - Sinfonia da Ciência

Este vídeo é para os amantes dos astros e da música. Uma admirável compilação musical de documentários de cientistas renomados como Carl Sagan e Richard Feynman, que "cantam" as belezas do universo e de nós mesmos. Vale a pena ser assistido:




Segue a letra e a tradução:

Neil deGrasse Tyson:

We are all connected;
To each other, biologically
To the earth, chemically
To the rest of the universe atomically

Richard Feynman:

I think nature's imagination
Is so much greater than man's
She's never going to let us relax

Carl Sagan:

We live in an in-between universe
Where things change all right
But according to patterns, rules,
Or as we call them, laws of nature

Bill Nye:

I'm this guy standing on a planet
Really I'm just a speck
Compared with a star, the planet is just another speck
To think about all of this
To think about the vast emptiness of space
There's billions and billions of stars
Billions and billions of specks

Carl Sagan:

The beauty of a living thing is not the atoms that go into it
But the way those atoms are put together
The cosmos is also within us
We're made of star stuff
We are a way for the cosmos to know itself

Across the sea of space
The stars are other suns
We have traveled this way before
And there is much to be learned

I find it elevating and exhilarating
To discover that we live in a universe
Which permits the evolution of molecular machines
As intricate and subtle as we

Neil deGrasse Tyson:

I know that the molecules in my body are traceable
To phenomena in the cosmos
That makes me want to grab people in the street
And say, have you heard this??

(Richard Feynman on hand drums and chanting)

Richard Feynman:

There's this tremendous mess
Of waves all over in space
Which is the light bouncing around the room
And going from one thing to the other

And it's all really there
But you gotta stop and think about it
About the complexity to really get the pleasure
And it's all really there
The inconceivable nature of nature

Tradução

Neil deGrasse Tyson:

Estamos todos conectados;
Aos outros, biologicamente
À Terra, quimicamente;
Ao resto do universo, atomicamente

Richard Feynman:

Eu penso que a imaginação da natureza
É muito maior que a do homem
Ela nunca vai nos deixar relaxar

Carl Sagan:

Vivemos no meio de um universo
Onde as coisas mudam perfeitamente
Mas de acordo com padrões, regras,
Ou, como nós as chamamos, leis da natureza

Bill Nye:

Eu sou um cara em um planeta
Realmente, eu sou apenas um grão
Comparado com uma estrela. O planeta é apenas mais um grão
Pensar sobre tudo isso
Pensar sobre o imenso vazio do espaço
Existem bilhões e bilhões de estrelas
Bilhões e bilhões de grãos

Carl Sagan:

A beleza de um ser vivo não está nos átomos que o compõem
Mas na forma como estes átomos estão organizados
O cosmos também está dentro de nós
Somos feitos de poeira das estrelas
Somos uma maneira do cosmos conhecer a si mesmo

Através do mar do espaço
As estrelas são outros sóis
Nós já viajamos por este caminho antes
E ainda há muito a aprender

Eu acho engrandecedor e emocionante
Descobrir que nós vivemos em um universo
Que permite a evolução de máquinas moleculares
Tão complicadas e sutis como nós

Neil deGrasse Tyson:

Eu sei que as moléculas no meu corpo estão relacionadas
Aos fenômenos do cosmos
O que me faz querer agarrar as pessoas na rua
E dizer: Você ouviu isso??

Richard Feynman:

Existe essa bagunça tremenda
De ondas em todo o espaço
Que é a luz saltando ao redor da sala
E indo de uma coisa para outra

E tudo está realmente lá
Mas você tem que parar e pensar a respeito
Sobre a complexidade, para realmente sentir o prazer
E tudo está realmente lá
A inconcebível natureza da natureza

(Tradução: Jack Waters)


Abraços,

Jack Waters


sábado, 31 de outubro de 2009

Novo momento

Olá caros leitores, hoje vamos viajar um pouco. Eu estou passando por uma época muito anos 70, 80 e 90, não sei porquê todos me recriminam por gostar das musicas desta época. Mas eu acho que eu ouço o que eu quero quando eu quero, se eu não atrapalhar ninguém então ta tranquilo.

Muitas vezes vejo pessoas nesta sua vida cotidiana(oh! Cotidiano, como eu tenho medo desta palavra) o conformismo é um retrato de toda nossa sociedade. Eu vejo os cantores dos anos 70, 80 e 90, podemos ver sua mente criativa. Eu conclui que nossa década é consequência das anteriores, eu prefiro nem falar do Rock nacional que está uma porcaria. Nada que chegue ao nível de Cazuza, Legião e Raul.

Todos os dias eu penso em como seria nossa década se nós fossemos mais ativos, estão acontecendo várias coisas no mundo e nós estamos aqui vivendo nossa pequena esfera de vidro, que não nos deixa ver o que está lá fora, mesmo por covardia não queremos ver nada do que está nos esperando. Porque temos que receber as coisas pré-definidas se nós podemos criar nossas coisas? E o mais importante PODEMOS CRIAR NOSSOS PRÓPRIOS PENSAMENTOS. Podemos criticar sem medo. Como dizia Raul Seixas:

"Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos."

Gente vamos acordar para a vida, estamos muito parados, temos que viver de verdade a vida, estamos vivendo ilusões, hoje em dia eu não acredito mais em ninguém, quando falo isso as pessoas acham que sou louco, mas "Eu não sou louco, é o mundo que não entende minha lucidez.".

Eu viajei bastante, mudei muito de objetivo do texto, porque na verdade eu não tinha um objetivo concreto sobre o que eu ia escrever e deu nisso ai. Eu acho que eu estou ouvindo Raul demais.

Para os que gostaram ouçam a musica Ouro dos Tolos do Raul. Um grande abraço para todos.

Romulo

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um pouco de MPB

Para acalentar a alma e a mente dos se encontram solitários.




Abraços,

Jack Waters

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Domínio Publico

Olá, eu recebi um email bem interessante hoje e resolvi compartilhar com vocês. É muito importante o email que vocês irão ler.

ISSO A REDE GLOBO NÃO DIVULGA NUNCA ! ! !
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos..

Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA,
ARTIGOS CIENTÍFICOS
· e muito mais.....

Esse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!*



Romulo


*Pessoal, essa notícia na verdade é um hoax (falsos boatos que circulam pela internet) muito antigo, que já passou pelo orkut e agora toma proporções maiores. O site do dominio público não está ameaçado de ser desativado por inatividade, mas de qualquer forma vale a pena acessá-lo, pois é bastante rico em conteúdo literário e artístico.

Editado por Jack Waters

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Resenhas de Outubro

Depois de mais de um mês sem resenhas, outubro vem trazendo relíquias do passado. Neste mês, apresento um prato cheio para os amantes de ficção científica inteligente, romances cabeça e rock psicodélico. Sem mais delongas, vamos lá:


1. Filme: Planeta dos Macacos (1968)


Esqueçam tudo o que viram no remake de 2001. A versão original deste filme é muito mais profunda e instigante, que nos leva a refletir sobre a nossa condição humana.

A trama gira em torno de 3 astronautas que, ao chegarem em um planeta desconhecido e, a primeira vista, desabitado, decidem explorá-lo, descobrindo um novo mundo cheio de terrores, belezas e surpresas nem sempre agradáveis.

Além do visual magnífico, Planeta dos Macacos nos leva inevitavelmente a alguns dilemas filosóficos que revela, entre outras coisas, nossa própria hipocrisia como seres morais. Um verdadeiro soco no estômago, que com sorte, pode fazer-nos regurgitar alguns preconceitos.

Recomendadíssimo.

2. Livro: Contraponto


Aldous Huxley é, para mim, um dos autores dos séc. XX que mais se aproximam da essência do ser humano como ser social e passional. Neste sensacional romance, ele aborda, de um ponto de vista nada clichê e muito inteligente, relacionamentos decadentes, traições, mentiras e a preocupação diante da imagem social. Mostra como o amor aos poucos perde seu significado e passa a se tornar uma mera relação de interesses, um jogo de intrigas e falsidade.

O mais excepcional no estilo de Huxley está em suas descrições, que não apenas relatam friamente o que as personagens sentem e pensam, mas trazem à tona seus sentimentos mais profundos, mesmo que não sejam nada belos ou nobres. Aqueles que todos nós sentimos, mas poucos têm coragem de admitir e menos ainda de retratar.

Uma excelente pedida para quem está farto das histórias de amor melosas e superficiais que se encontram por aí em romances e músicas. Por tocar no cerne do ser humano, Contraponto é uma obra atemporal e obrigatória para quem aprecia o estilo.


3. Disco: Os Mutantes


Para estrear com grandiosidade uma resenha de uma banda nacional, não poderia falar de ninguém menos que os Mutantes, um dos mais importantes grupos de rock do Brasil de todos os tempos e que até hoje impressiona por sua qualidade musical. Surgida nos anos de chumbo da ditadura militar, os Mutantes vieram para escandalizar. Suas músicas cheias de experimentalismos são fascinantes e suas letras - a maioria com duplo sentido, para passarem despercebidas pela censura - bastante inteligentes.

Com uma proposta diferente dos padrões da época e altamente influenciados pelos Beatles, o trio - formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias - surpreendeu com a qualidade do seu rock psicodélico. A música de abertura deste primeiro disco - Panis et circenses - já é, por si só, uma bofetada na cara de uma sociedade conformista, que não se importa com a perda de sua liberdade, como se percebe no trecho:

Eu quis cantar minha canção iluminada de sol / soltei os panos sobre os mastros no ar / soltei os tigres e os leões nos quintais / mas as pessoas nas salas de jantar estão ocupadas em nascer e morrer.


A partir daí já se pode ter uma idéia do que virá pela frente. Interpretações geniais de outras músicas, como Baby, do Caetano Veloso e Minha Menina, de Jorge Ben também estão presentes. Enfim, um disco espetacular que vale a pena ser lembrado e ouvido novamente. Imperdível para qualquer fã de rock progressivo.


É isso aí pessoal, espero que gostem das sugestões. Mês que vem tem mais!

Abraços,

Jack Waters

domingo, 11 de outubro de 2009

Cartas para o bem

Não importa se essas cartas são para amores mal resolvidos,
amores mal compreendidos ou despedidas sinceras,
proferir algo relativamente positivo
pode vir a ser de distinto valor,
o quão natural a natureza nos exprime seus talentos,
o quanto agradável é a relevância dos sentimentos humanos,
o quanto se é perdido em horas de desprezo mútuo,
a razão do objeto de desejo perdido sem qualquer noção,
o intuito de amar o que nos pertence em detrimento à razão,
o quão vigorosa é a adolescência vivida hoje
e nunca esquecida a rebeldia de um tempo fugaz,
a liberdade presente na alma sagaz de um anjo envaidecido,
entender a lógica da existência sustentada em um plano divino
rege - nos ao paladar esplendido de esperança e paixão,
viver em harmonia, harmonizando com o tempo,
admirando a calmaria dos mais belos mares
e a fertilidade de solos humíferos,
abraçando todas as possibilidades de carinho juvenil,
ao simples de coração e aos muitos de sofrimento passageiro,
a pedra fundamental da fraternidade lhe é concebida,
aos demais, isto são apenas cartas para o bem.


Gustavo Amariz.

sábado, 10 de outubro de 2009

Legião!!!

Olá caros leitores, depois de muito tempo volto aqui mais uma vez para dividir um pouco dos meus pequenos pensamentos confusos. Hoje irei falar de uma banda que eu gosto muito e fico triste por ter acabado.

Legião Urbana

Eu queria não apenas mostrar uma letra, mas sim várias, ou mesmo as que eu acho mais importantes, ouvir legião urbana pelo menos para mim soa como uma terapia, é difícil até de falar, mas as vezes da aquela impressão de que para cada momento em que estejamos vivendo tem uma música do legião esperando.

Vamos ao primeiro trecho de uma música deles:

"Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então."

Gênial, não preciso falar nada sobre esta música, para quem não conhece é a música Metal Contra as Nuvens. Nos ensina uma lição boa para enfrentar-mos a vida.

Outra musica:

"Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim..."

Lendo com bastante atenção podemos ver muitas frases lindas que nos fazem refletir sobre o que achamos do mundo ao nosso redor. Para quem quiser ouvir a musica é Andréia Doria.

Aqui vem uma quentinha(:P):

"Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém..."

Isso é simplesmente o que a maioria das pessoas tentam fazer, mas não são muito felizes. Essa musica é Quase Sem Querer.

Espero que tenham gostado pois, legião é muito bom para quem quer dar uma relaxada e ouvir uma musica boa.

Romulo

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PQP! (Ou "quando tudo começa a dar errado")

É incrível a capacidade que as circunstâncias têm de mudar completamente o rumo de sua correnteza de uma hora pra outra, arrastando tudo consigo. Os planos cuidadosamente arquitetados durante meses vão por água abaixo e se não houver um plano B para uma fuga rápida e ardilosa, fim de jogo. É mais ou menos o que estou vendo que vai acontecer comigo. Sabe aquela aquela sensação chata que costumamos ter quando estamos prestes a nos ferrar bonito? Pois é, é bem isso.

Adiaram o Enem por conta da incompetência do governo e das autoridades de garantir a segurança das provas, o que motivou algum indivíduo - cuja mãe exerce a profissão mais antiga do mundo - a fraudar o sistema e a liberar as questões antes da hora. Como consequência, os mais de 4 milhões de inscritos (eu incluso) terão que esperar mais 45 dias (alguns já disseram 60) para fazer o exame, o que vai atrasar ainda mais o resultado e fazer com que muitas universidades mudem seu calendário de provas ou desconsiderem o Enem este ano. A proposta do vestibular unificado acabou se tornando uma piada de mau gosto.

Por um lado isso veio a beneficiar os estudantes, que agora terão mais tempo para estudar, além de poderem baixar o conteúdo da prova que seria aplicada neste fim de semana, eliminando o efeito surpresa do novo Enem. No entanto, com a prova remarcada para meados de novembro, a data pode coincidir com o vestibular de alguma universidade ou então cair num intervalo muito pequeno de tempo entre vestibulares, o que vai complicar exponencialmente a vida dos que farão os exames.

- Houston, we have a problem!

Para mim, além do risco de perder alguma prova por conta do enem, há também o enorme problema de este cair no fim de semana do show do AC/DC, que pretendo ir. Pra piorar a minha situação, fui comprar meu ingresso pelo site da ticketmaster assim que começaram as vendas (porque eu sabia que iam vender como água, como de fato aconteceu) e acabei tendo problemas com a transação, de forma que não sei o que aconteceu ou acontecerá com o meu ingresso que estava reservado, já que está impossível entrar em contato com a administração do site e, pelas últimas notícias, os 65.000 ingressos para o show já se esgotaram em menos de 48h (e isso ainda não é nada perto do meio milhão de ingressos que a banda vendeu em apenas 11 minutos na Austrália).

Enfim, cheguei ao ponto sublime em que a gente para e observa tudo ao redor, para então chegar à brilhante conclusão: FUDEU!! FALHA GERAL NO SISTEMA!!

A menos que eu consiga, com a ajuda de almas caridosas que são meus amigos (a quem eu devo enormemente), contornar esta situação, há uma grande chance de que eu perca o show, o enem e/ou um dos vestibulares que pretendo fazer, tudo por causa de uma complicação na antevéspera de um evento decisivo (um efeito borboleta).

O jeito agora é aguardar o desenrolar do drama e torcer por um final feliz, aproveitando o tempo extra para estudar mais ainda.

Abraços,

Jack Waters

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tempo de mudanças

Saudações, pessoal. Faz muito tempo desde a última vez que nos encontramos e gostaria de avisar que o blog não está morto, apenas passando por um período de recesso ocasionado pelas iminentes provas de vestibular (pra mim) e de faculdade (para o Rômulo - que ainda está sem pc - e para o Gustavo). Tenho andado afastado da net como um todo este mês para estudar mais e me dedicar à minha vida real, o que me rendeu novas aventuras e idéias, que pretendo detalhar futuramente. Por enquanto, nessas visitas esporádicas ao mundo virtual, aproveito para dar notícias aos leitores que acompanham o PP.

Nos últimos tempos tenho andado bastante por aí, viajando sempre que surge uma oportunidade legal (entenda: ir a algum lugar perto, gastando o mínimo possível) e conheci paisagens incríveis, costumes peculiares e pessoas interessantes; também reforcei os laços com meus amigos mais próximos e de longa data, ao mesmo tempo que fiz novas amizades; desenvolvi assustadoramente minha técnica na guitarra apenas dedicando a ela um tempinho todos os dias (o tempo que antes eu gastava na frente da tela do pc) e reservei um tempo aos finais de semana para assistir a vários filmes antigos e fascinantes de ficção científica (afinal, eu não deixei de ser nerd).

É incrível quando paro para repassar mentalmente tudo o que me aconteceu no período de pouco mais de um mês. Tantas loucuras e experiências, expectativas e realizações, que me fazem pensar em todas as tantas outras oportunidades que perdi ao longo de todos esses anos e nas que ainda estão por vir.

Na estrada para Alegre/ES

Não me arrependo da vida que levei, mas entendi que é hora de mudar. Estou estudando e trabalhando para dar um novo rumo ao meu destino enquanto ainda sou jovem e não "estacionei" na vida. Agora é cabeça erguida e braços abertos ao mundo!

E sobre a minha "turnê" por Minas Gerais(leia aqui), mudei alguns planos. Não apenas irei sozinho e com pouca grana a uma cidade totalmente desconhecida, mas a várias! E a primeira parada é São Paulo, onde haverá uma apresentação única do AC/DC no Brasil, e com certeza eu não posso perder! O evento ocorrerá apenas 2 dias antes da minha primeira prova de vestibular, com uma distância de 300km entre as 2 cidades, então já devem imaginar a correria que eu vou ter nessa data para dar tempo de realizar um sonho - ir a um show de uma das bandas que eu amo - e lutar pelo meu futuro (ficou poético isso, não?). Torçam por mim!

Enfim, despeço-me e aviso que talvez o blog fique sem atualização por mais uns dias, pois falta apenas uma semana para o ENEM e eu vou estudar feito um condenado. Agradeço novamente a todos os que nos visitam e peço desculpas por qualquer transtorno causado.

Abraços,

Jack Waters

sábado, 12 de setembro de 2009

Para ver, ouvir e viajar

Uma amiga minha me recomendou este clipe e eu simplesmente viciei nele! A música é linda e o clima do vídeo é muito envolvente. Vale a pena conferir:




Assim que encontrar a letra, posto-a aqui.

Abraços,

Jack Waters

sábado, 5 de setembro de 2009

Faxina na Alma

Olá hoje depois de muito tempo eu volto a postar!

Estou da casa da minha namorada pois meu pc esta ruim!

Vou mostrar hoje uma poesia de Carlos Drummond de Andrade que se chama "Faxina da Alma".

Faxina da alma


Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. Ficou com
raiva das pessoas? 

Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas
vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos. 

Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.

Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de
encontrar prazer nas coisas simples de novo. 

Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando... Ta se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento".

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar... 

Hoje é um bom dia para começar novos desafios. 

Onde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida. Pensando assim, trazemos prá nós aquilo que desejamos.

Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental.

 Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.

Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.

 Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o "Amor". 

Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura. 

  

 Carlos Drummond de Andrade

Romulo

Acelerando na reta final

Pessoal, primeiramente gostaria de justificar o motivo de minha ausência durante esta semana: fiquei sem internet. O pc do meu irmão (que é o servidor) deu uns problemas e ficou fora do ar por uns dias, mas agora já está tudo normalizado.

Aproveitei este tempo para me dedicar às atividades extra-computacionais (que há muito eu já havia me esquecido que existiam), como estudar, ouvir meus novos discos do Iron Maiden e Led Zeppelin, estudar, treinar guitarra, estudar, dedicar mais tempo aos amigos e estudar mais um pouco. No fim das contas, a semana foi bastante produtiva.

A experiência de ficar sem net me mostrou o quanto eu estava viciado nela e acabei perdendo muita coisa devido a isso (principalmente um tempo precioso que poderia empregar no estudo). Então, a partir de agora até o final do ano, eu provavelmente devo aparecer menos por aqui, pois os vestibulares estão se aproximando e eu tenho que estudar o máximo possível nesta reta final. O blog, portanto, será atualizado com menos fequencia (mas não vai ser deixado de lado, eu garanto), mas quando for possível, postarei aqui.

Agradeço a todos pela compreensão.

Abraços,

Jack Waters

domingo, 30 de agosto de 2009

A maldição do Santo

Saudações, pessoal.
Se tudo correu bem, eu devo voltar para casa hoje, depois de um fim de semana bastante proveitoso, em que fiquei sem acesso à internet (esta postagem foi programada na sexta feira, antes de eu viajar). A seguir, como prometido, o roteiro da minha póxima aventura de rpg, "A maldição do Santo":

A maldição do Santo

O ano é 1896, em uma vila chamada Monte Santo, no interior da Bahia. Acontecimentos recentes vêm causando inquietações na comunidade local. Desde a passagem de Antônio Conselheiro pela região, trabalhadores das fazendas estão se unindo à sua causa e fugindo para Canudos, sua terra prometida. Preocupadas em perder sua força política e sua mão-de-obra, 2 oligarquias rivais que disputam o poder local há gerações utilizam meios sujos e politicagens mesquinhas para garantir sua supremacia. Caçar e assassinar Conselheiro é sua prioridade máxima.

Bragança é a família que está atualmente no poder e também a mais rica, com amplas influências políticas e acordos financeiros ilegais, como a compra de cargos públicos e o nepotismo. Constitui-se de ricos fazendeiros produtores de café e cana-de-açúcar. Há quem diga que ainda possuem fortes laços com o tráfico negreiro, mas nada é confirmado oficialmente.

A família Pacheco detém a supremacia miliciana, com centenas de jagunços à sua disposição. Constituem-se de ricos fazendeiros produtores de cana e drogas do sertão e almejam o poder público, com um largo histórico de uso da força para atingir seus objetivos. Existem rumores de que a família tem ligação com bruxaria e ocultismo. Alguns vestígios estranhos foram encontrados nas redondezas da fazenda e o próprio comportamento dos membros é suspeito, mas nada é confirmado.

A Igreja, que tem grande influência na população, tende a apoiar o lado que está no poder, independente de suas motivações. Atualmente está empenhada na busca e execução de Antonio Conselheiro.


Nos arredores da civilização, uma ameaça desconhecida se esgueira pelas matas, atacando viajantes desavisados e animais indefesos. Relatos de moradores da vila - que juram se tratar do diabo em pessoa - indicam que a criatura possui um corpo humanóide, com traços bovinos, chifres cor de marfim, olhos escarlates e face negra. Costuma aparecer apenas à noite, em estradas desertas e deixa rastros de sangue e carcaças de suas vítimas.

O caso chamou a atenção da imprensa e, posteriormente, das autoridades da então capital da Nova República, o Rio de Janeiro. Investigadores da polícia foram enviados a Monte Santo para investigar o caso. (aqui os personagens entram em cena)



Dados de Monte Santo

População: 10.467 habitantes
Clima: Semi-Árido
Topografia: Algumas colinas e pequenos morros
Distância da capital (Salvador): 352km
Distância de Canudos: 50km

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Indo pra Esbórnia

Saudações, pessoal. Vim informar que neste fim de semana não devo dar as caras, pois vou visitar um amigo que está morando em outra cidade e que me convidou para uma festa da calourada da universidade dele. Como todos sabem, esse tipo de festa (universitária) é regrada por muito estudo, erudição, diálogos e reflexões profundas sobre diversos assuntos e com certeza eu não posso perder!

Placas de aviso serão devidamente posicionadas para garantir a segurança dos estudantes

Estou certo de que haverá palestras, visitas à biblioteca (não necessariamente para ver os livros...) e todo tipo de atividade de cunho educativo que proporcionarão um fim de semana de intenso aprendizado e de edificantes experiências; quase um nirvana filosófico.

Então, para os amigos que acompanham o blog não ficarem na mão, deixarei programada uma postagem para domingo, em que apresento o conceito da minha próxima aventura de rpg (que comentei no artigo O que é rpg?).

Espero que o fim de semana seja proveitoso a todos.

Abraços,

Jack Waters

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O que é RPG?

Dia desse, um amigo me perguntou porque a grande maioria dos jogadores de RPG que ele conhece (eu incluso) se interessam pela área de humanas (nos cursos de faculdade). Esse meu amigo não joga e tem curiosidade em aprender. Achei a pergunta muito interessante e dei uma resposta, baseada nas minhas experiências como jogador e amante da filosofia, que considero relevante compartilhar.


Antes de tudo, é importante salientar que o rpg não é um jogo de assassinos ou adoradores de algum demônio; não envolve apostas e não há vencedores ou perdedores. R.P.G. - sigla em inglês para Role Playing Game (Jogo de interpretação de papéis) - é, como o próprio nome diz, um jogo de interpretação, em que um grupo formado por jogadores e um narrador se reúnem para se divertir usando a imaginação.

Os jogadores criam para si personagens, desde seus traços físicos até sua personalidade, suas peculiaridades e sua história e o narrador cria todo um mundo ao redor dessas personagens, descrevendo os eventos que acontecem e as consequências de suas ações.

É, em suma, como um teatro ou um filme imaginário, em que cada um é livre para fazer o que quiser dentro de um mundo de fantasia, inteiramente responsáveis por seus atos.

Exemplo simples:

Narrador: Você acorda em sua cama com um estrondo ensurdecedor vindo de algum lugar próximo de sua casa.

Jogador: Eu me levanto depressa, assustado, e vou até a janela dar uma olhada ao redor.

N.: Seus olhos doem por alguns segundos devido à claridade, mas depois de alguns segundos você enxerga, ao longe, um caminhão batido contra um poste. Faça um teste de percepção.

*O jogador rola os dados e obtém sucesso*

N.: Beleza, você vê, dentro da cabine do caminhão, que o motorista está desacordado, caído sobre o volante.

J.: Eu pego meu celular e ja vou correndo até o lugar, ligando para os bombeiros.

N.: Enquanto você corre até o local, alguns curiosos começam a se aglomerar ao redor do acidente. Ao chegar, alguns o olham com o celular na mão, apreensivos. Todos parecem horrorizados com a cena. Uma velhinha abafa o grito com a mão.

J.: Como está o motorista?

N.: Agora, de perto, você vê que ele tem um ferimento na cabeça que está sangrando feio. Fora isso, tudo bem...

(...)

Através daí, a aventura vai se desenrolando. A essência de todo rpg está na história, na imaginação e na interpretação. Os sistemas de regras variam, mas o núcleo é o mesmo. Não se trata de vencer ou perder, mas de jogar, de buscar soluções para problemas, de se aventurar, de lidar com obstáculos e com o inesperado; de interagir, de dialogar, enfim, de se divertir.

As possibilidades são praticamente infinitas: É possível jogar em qualquer época, mundo e contexto que se possa pensar, sem compromisso com a verossimilhança. Você pode ser um cavaleiro medieval, um desbravador do espaço, um investigador da polícia, um jovem e brilhante estudante de economia, enfim, o que quiser.

Penso que o motivo de grande parte dos jogadores flertar com a área de humanas - seja com intuito de cursar uma faucldade ou simplesmente se interessar por ler livros de sociologia, psicologia, filosofia e outras - esteja no fato de que o rpg estimula a criatividade, a amizade, a redação (muitas vezes os jogadores escrevem a história de seus personagens), o gosto pela história, o raciocínio lógico e filosófico e o comportamento humano.

Basicamente é isso. A todos os que se interessam em jogar mas, por algum motivo, tem medo, sugiro que deixe o preconceito de lado e experimente. É bem mais simples, divertido e inofensivo do que parece.

Em breve, publicarei o roteiro de uma aventura que estou planejando narrar para o meu grupo. Até lá!

Abraços,

Jack Waters

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Álgebra, loucura e mochila

É isso aí pessoal, é hora de voltar à ativa. Estive passando por uns problemas que me tiraram a atenção do blog, mas agora, volto com novas idéias e planos e com o humor revigorado. Como diria Nietzsche, "O que não me mata, me fortalece".

Explico agora o título aparentemente confuso e sem nexo. É o seguinte: resolvi que vou mochilar este ano. É algo que venho planejando há muito tempo mas nunca tive coragem de fazer e ando realmente precisando. Minha idéia é começar fazendo uma turnê por Minas Gerais, onde farei 3 provas de vestibular em 3 cidades diferentes que nunca estive antes. A álgebra - na verdade a matemática como um todo - entra nesta parte parte: estou me apaixonando pelos números e equações e me sinto confiante para encarar as provas deste ano. Não fosse esse ânimo, provavelmente eu não teria vontade de me aventurar. Ainda tenho muito o que estudar, mas estou no caminho certo.

Minha loucura vai ser viajar sozinho para 3 lugares completamente desconhecidos para mim, sem muita grana no bolso e sem conhecer ninguém de lá, na cara e na coragem, munido apenas de uma mochila com o essencial. No iníco do ano que vem, pretendo também ir ao RS, mas irei com uns amigos.

Saca só o estilo do meu primeiro destino (Lavras/MG)

Pretendo andar bastante por Minas e aprender o máximo que puder sobre sua cultura - que influencia muito a da minha própria cidade - e trazer boas recordações e experiências, quem sabe até conhecer uma galera louca e trocar altas idéias.

Enfim, agora é organizar tudo e por o pé na estrada. O mundo me aguarda!

Abraços,

Jack Waters

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O pequeno grande homem

Quem nunca assistiu a um filme de Charlie Chaplin não sabe que perde a grandiosidade e genialidade de um dos maiores mestres do cinema de todos os tempos.

Mesmo com a limitada tecnologia da época, seus filmes ainda encantam e inspiram os dias atuais e seu humor e idéias já foram incansavelmente reproduzidos e homenageados ao longo de quase um século. Com simplicidade, criatividade e maestria, Chaplin cativou milhões de pessoas. Sua personagem era carismática e seus roteiros, geniais.

Além de um excelente ator, ele tambem era produtor, diretor, roteirista e compositor da trilha sonora de seus filmes. Um cineasta completo. A seguir, um trecho que ficou mundialmente famoso de seu filme O Grande Ditador:



Neste filme, Chaplin faz uma ironia com o nazismo. Ao final, o protagonista (que era um judeu pobre) é confundido com o Grande Ditador (analogia a Hitler) na ocasião em que este faria um discurso sobre a conquista de um novo território. O judeu, então, discursa em seu lugar.

É isso aí, pessoal. Deixem o preconceito contra filmes em preto e branco de lado e vamos assistir aos clássicos!

Abraços,

Jack Waters

P.S.: Como alguns notaram, o blog está sendo pouco atualizado nos últimos dias. Isso se deve ao fato de eu estar com alguns problemas pessoais e o pc do Rômulo ter dado defeito. Esperamos normalizar as atividades em breve.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

S.O.S / S.U.S

Saudações, pessoal. Gostaria de me desculpar pela minha ausência mais uma vez. Como disse anteriormente, estava resolvendo uns problemas de saúde, mas já estou melhor. Minha mesa está cheia de remédios espalhados, que terei de tomar por mais alguns dias, mas fora isso, tudo bem. Felizmente não precisei ser internado.

Aproveitei este meio tempo em que fiquei ocioso para colocar alguns pensamentos em dia, fazer algumas observações, conversar com pessoas. Estive em alguns centros de saúde, procurando um otorrinolaringologista (eu consigo falar essa palavra sem gaguejar. Sério!) - que é um médico de garganta, nariz e ouvidos - que pudesse dar um jeito nos congestionamentos constantes do meu nariz que estão me incomodando bastante na hora de dormir.

Em minha busca, notei algumas disparidades muito grandes entre o sistema público e o particular. Não me refiro ao óbvio: instalações não muito confortáveis, longa fila espera, médicos nem sempre disponíveis... O problema é a burocracia pra ser atendido.

Quando cheguei ao posto de saúde do SUS, havia uma fila grande de pessoas pra tirar a carteirinha. Como não sabia o que era preciso pra pegar uma pra mim, perguntei ao rapaz que estava atendendo por ali e descobri que tinha que ir a uma tal de casa branca, levando comprovante de residencia e documentos pra eles poderem agendar uma data pra eu fazer o cadastro e aguardar mais uns dias até receber um cartão (que não me recordo o nome agora) para ir até o posto de saúde e pegar uma senha, entrar na fila para então, finalmente, fazer a carteira. PQP!

Se eu estivesse com alguma doença mais grave, que me impedisse de fazer esforço físico (como costumo ter, devido à bronquite), tava ferrado. Se fosse uma urgência e eu não tivesse alternativa, já teria morrido. Acabei optando por pagar uma taxa de atendimento na clínica particular mesmo, cujo médico eu já conhecia. Havia levado, dias antes, meu irmão para consultar com ele (meu irmão tem plano de saúde) e parece que era coisa de outro mundo: a sala do médico era bem equipada, higienizada, tudo bonitinho.

Pensei que teria a mesma sorte, pagando a taxa da consulta (não tenho plano de saúde). Doce ilusão. Fui atendido no ambulatório da clínica, numa salinha bem menos luxuosa e sem os modernos equipamentos. Não reclamo da consulta nem faço questão de luxo, pelo contrário, mas fico um tanto atordoado com o abismo de diferença entre ter um convênio e depender da saúde pública, entre ter condições de gastar uma fortuna com planos abusivos de saúde e não poder arcar com os custos. Até mesmo dentro da clínica particular há meio que um apartheid social.

Tive sorte de ser atendido por um profissional competente, numa clínica higienizada e com o equipamento necessário, sem excessos, mas imagino a dor das pessoas que estavam aguardando na enorme fila do SUS. E isso porque os hospitais públicos da minha cidade ainda são bem melhores, em termos de eficiência e higiene, do que muitos outros por aí em cidades grandes. Não consigo nem imaginar como deve estar a situação nas metrópoles.

Com relação a mim, estou de volta à Terra. Acabaram as férias prolongadas no curso e agora é hora de enfiar a cara nos estudos. Em breve, volto com novidades.

Abraços,

Jack Waters

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Como as coisas funcionam?

Para todos aqueles que são pesquisadores por natureza e querem saber como tudo funciona, este site é uma dica quente.

Uma verdadeira enciclopédia virtual, que mostra em termos simples como funcionam os objetos que usamos e vemos no dia-a-dia, os conceitos científicos, os fenômenos da natureza, o corpo humano e as doenças, enfim, de tudo que a imaginação permitir. Basta digitar a palavra-chave e se aventurar pelo conhecimento.

Segue o link:

Comotudofunciona?

Abraços,

Jack Waters

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Aviso prévio

Meus caros amigos, venho informar que possivelmente tenha que me afastar do blog por alguns dias por motivos de saúde. Não ando muito bem do pulmão e do nariz e, dependendo da situação, posso precisar me internar.

Não, não creio estar com gripe suína, apesar do pânico generalizado por aqui (em minha cidade).
Creio se tratar de uma ligeira crise de bronquite(um mal que me persegue desde o nascimento) ou uma pneumonia. Não está muito forte até o momento, mas se agravar terei que me internar.

Apesar de não acreditar muito nessa hipótese, já deixo avisado para que, caso eu desapareça por uns tempos, vocês já saibam o motivo.

Por enquanto, estou fazendo nebulização em casa, repousando (aproveitando as férias prolongadas no cursinho) e tentando me alimentar de forma saudável. Tentarei continuar postando por aqui na medida do possível.

Comentário rápido: Estou feliz que as visitas ao blog estejam aumentando consideravelmente. Agradeço a todos vocês que nos apóiam e divulgam. Qualquer crítica, elogio ou sugestão para melhorarmos cada vez mais o PP será bem-vinda.

Por fim, aproveitando a viagem, recomendo que dêem uma olhada no artigo A nova gripe e o pânico induzido, com dados atualizados da OMS.

Abraços,

Jack Waters

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"A Perfeita simetria"

Se Deus escreve certo por linhas tortas,
é porque em algum momento criou o violão,
que encandeava acordes e mais acordes
com um grande poder de sedução.

No âmbito delicado da nossa frágil criação,
uma sublime realidade estaria por vir e
então surge uma bela pintura de mulher,
opalescente em todos os sentidos,
contendo uma flâmula em uma das tuas mãos,
respeitando todos os limites mais delicados,
do que se pode dizer de uma paixão.

A perfeita imagem refletida pelas curvas
milimetricamente esculpidas com tanta perfeição,
vieram a este mundo para encantar todos aqueles,
que reconhecem que o feminino não é apenas
mais um paradigma insensato,
e sim toda a delicadeza e a doçura,
que nem o mais doce mel poderia corroborar.

Eu poderia me perder em teus doces lábios,
sentir cada uma de suas inotrópicas pulsações,
admirar a grandiosidade restrita ao teu nobre beijo
e assim suspirar profundamente na imersão angelical
dos teus sorrisos mais românticos, ­­­­­­­­­­­­

em noites frias de amplitude desejável.

Gustavo Amariz.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Decorar, copiar e reproduzir

Estou feliz por finalmente estar aprendendo matemática, depois de anos e anos de fracasso nessa matéria. Nunca me interessei em aprendê-la devidamente até este ano, quando a pressão do vestibular me forçou a tal. Também não imaginei que fosse conseguir compreender a álgebra, a trigonometria e a geometria espacial; logaritmo pra mim era bicho de sete cabeças (bem, digamos que agora são 5 cabeças, porque ainda estou estudando) e gráficos eram pesadelos. O que tudo isso tem a ver com o título? A fonte dos meus problemas: a decoreba.

Eu não sei se é descaso dos professores ou se é a política dos colégios em que estudei (todos particulares), mas desde cedo fui "doutrinado" a decorar, a copiar e a reproduzir fielmente. Tive pavor de história até a 6ª série, devido à professora megera que simplesmente ia relatando os fatos do passado, sem apresentar as relações de causa e consequência entre eles ou o contexto em que estavam inseridos.

Quando mudei de escola, na 7ª série, passei a me apaixonar pela matéria. O professor (que foi o primeiro com quem fiz amizade) era muito bom e nos estimulava a refletir, a comparar, a analisar historicamente os eventos. Ele pegava, por exemplo, algo que acontecia durante o período do Brasil colônia e traçava paralelos com o que acontece ainda hoje. Dizia que o mais importante não é conhecer os fatos, mas ter uma visão histórica sobre eles, ou seja, entender o que os causou e quais foram suas consequências. Isso é estudar história!

Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento

No campo das ciências, não me foi diferente. Sempre fui amante delas, mas, infelizmente, quase sempre estas me foram ensinadas de forma fria, calculista, nominal. A biologia, por exemplo, é limitada a um monte de nomes complicados e suas funções e relações com outros nomes complicados; a quimica e a física são reduzidas a complexos cálculos matemáticos, em que se mudam apenas as variáveis e as fórmulas. Assim fica difícil visualizar o fenômeno, entender o que realmente acontece na prática, ver a beleza da ciência.


Algo vem me deixando bastante indignado desde o ano passado, quando comecei a dar aulas de reforço para a minha irmã menor (que hoje estuda no colégio que eu estudei até a 6ª série, das professoras megeras): o excesso de memorização mecânica, a decoreba.

Em geografia, por exemplo, uma vez estávamos estudando sobre as diversas regiões do Brasil, começando pelo nordeste. Imaginei que a professora iria cobrar na prova a cultura do povo nordestino, os problemas que eles enfrentam, como a seca e a pobreza, etc. Em vez disso, ela queria que as crianças decorassem nomes de pratos típicos. Isso mesmo, decorar pratos típicos!! Ta bom que era a 4ª série e as crianças não têm tanta maturidade para entender a realidade de uma região distante, mas decorar pratos típicos é sacanagem. Na região sul, eu lembro que tinha que decorar nomes de rios que fazem divisa com outros países e outros detalhes irrelevantes. Isso sem contar a clássica relação de estado/capital, que sempre aparece. Em história é ainda pior, mas não vou nem comentar poque isso me enoja.

Resultado: minha irmã consegue reproduzir, como um robô, vários conteúdos, mas não sabe o que significam, não tem a menor idéia de como seus conhecimentos podem ser postos em prática e não enxerga o contexto global.

Quando vou ensinar-lhe as matérias que tem dúvidas, busco sempre maneiras dela visualizar, raciocinar, usar a lógica e aprender de verdade. Sem decorar nada, as notas dela passaram a aumentar consideravelmente nas provas e é recompensador quando ela vê alguma coisa na televisão e comenta comigo: "ahhh, isso acontece por causa daquilo que você me explicou" (e faz uma relação entre os assuntos).

Quanto a mim, passei a enxergar a matemática como uma matéria lógica, dedutível. As fórmulas não são mais decoradas, mas compreendidas, visualizadas, analisadas até fazerem sentido. Como estou estudando sozinho (e tirando dúvidas com os amigos), não sofro com a repreensão de professores nem sigo métodos prontos.

Para se ter uma idéia de como isso é danoso, uma professora de matemática que tive no ensino fundamental era tão rígida com relação a seus métodos de calcular que exigia que todos fizessem exatamente da mesma forma que ela (exemplo hipotético: 2+2 é certo, 3+1 não). Que tipo de adultos essas crianças se tornarão, se desde cedo sua curiosidade e criatividade são castradas, uniformizadas e direcionadas por um caminho estreito?

Esse é um dos fatores em que ainda estamos, como Estado e sociedade, muito atrasados em relação a outros países, e o pior de tudo é que se trata de mais um ciclo vicioso. Estamos matando mentes geniais e cientistas brilhantes e criando uma nação de seres humanos mecanizados que, por sua vez, vão continuar encobrindo o desejo do saber das gerações posteriores.

Abraços,

Jack Waters

domingo, 9 de agosto de 2009

Encruzilhadas

Recentemente tive uma importante conversa com um amigo meu que queria minha opinião sobre um assunto delicado: a escolha da carreira. Sei que sou inexperiente e não tenho muita qualificação para falar sobre o assunto, mas tenho uma visão que acredito ser razoável e vale a pena compartilhá-la.

Como alguns sabem, pretendo cursar uma faculdade de filosofia, apesar das muitas pressões externas para não levar este plano adiante. Muitas pessoas tentam me alertar sobre o fracasso, sobre as dificuldades, sobre o desemprego, etc etc. mas são pouquíssimas as que realmente se importam com o que eu sonho para minha vida. Tentam dissuadir-me, propondo que eu faça outro curso, como direito, em que o mercado de trabalho é mais amplo e o sucesso(em teoria), garantido.

Apesar de tudo, mantenho-me inflexível. Não há nada que me interesse - em termos de cursos de faculdade - além a filosofia, da história, da psicologia e de outras ciências humanas. O que eu viso, muito mais que o dinheiro, é buscar compreender o ser humano: nossos pensamentos, nossas emoções, nossa história, nossas raízes, nossas tendências, nossas crenças, enfim, todo o nosso ser. Quando paro para contemplar o imenso abismo dentro de mim mesmo e o gigantesco oceano de ignorância que me cerca, sinto-me compelido a aprender, a buscar mais e mais o saber e essa fome não pode ser saciada com nenhum dinheiro ou status.

Uma vez tendo experimentado a filosofia, o caminho é irreversível. Ela vicia, entorpece, proporciona experiências fantásticas, liberta. Fazendo uma analogia a Platão, uma vez fora da caverna, não se tem vontade de regressar às sombras e aos grilhões.

Claro que vou precisar de dinheiro para me alimentar e pagar as contas, mas não preciso ser rico para ser feliz.

E agora?

Sobre o meu amigo, ele atualmente está em dúvida entre cursar medicina - pela tranquilidade financeira - e psicologia - que é o que realmente gosta e tem potencial. Para expressar minha opinião a respeito, utilizei de um exemplo pessoal:


Primeiro perguntei se ele já havia trabalhado em um emprego temporário, desses que a gente necessita pra ganhar uma grana, como, por exemplo, funcionário de uma loja. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se ele gostou realmente de ter trabalho no que ele fez e ele me disse que não(comigo acontece o mesmo).

Pois bem, eu disse, mas você sempre teve o alívio de pensar que o trabalho em que estava era apenas temporário, que você tem muitos planos para sua vida e que esta é apenas uma etapa necessária para realizá-los; agora imagine-se trabalhando em algo que não gosta pelo resto da sua vida, sem o alívio anterior, mas com o peso de saber que foi isso que você escolheu para si, que foi a profissão que você optou por se dedicar, estudar e seguir.

Esta perspectiva me parece, admito, um tanto aterrorizante, porém realista. É melhor visualizá-la agora do que vivenciá-la futuramente. Diante deste argumento, que ele refletiu bastante, apontou outro problema:

"Mas eu quero viajar, quero conhecer outros países, não quero passar fome."

Bem, eu disse, você está pensando apenas nos extremos. Ou no alto salário de um médico ou no salário medíocre da alternativa. As coisas não são bem assim. Se você for bom no que faz e fizer com paixão, não vai passar fome. Pode até não ter uma vida regrada de luxo e desperdício, mas vai ter condições de ter uma vida boa sim, sem exageros. Embora não vá poder viajar sempre que quiser, poderá perfeitamente fazer uma economia legal para fazer uma grande viagem uma vez por ano ou a cada 2 anos. Além disso, o tempo livre de um médico é muito escasso. Você teria dinheiro mas não teria tempo de aproveitá-lo, de forma que, nof im das contas, você só poderia viajar uma vez por ano ou a cada dois anos também. Ele concordou.

Por fim, disse-lhe que, entre ser rico e infeliz e fazer o que eu realmente gosto, tendo uma vida boa sem exageros, eu fico com a 2ª opção. Mas isto é uma opinião pessoal, a decisão final é inteiramente dele. Meu objetivo não foi convencê-lo a fazer esta ou aquela faculdade, mas fazê-lo refletir sobre as consequências de sua escolha.

Sem mais,

Abraços,

Jack Waters

sábado, 8 de agosto de 2009

O plano para dominar o mundo

Ontem o Romulo e eu tivemos uma conversa louca pelo msn que bem daria um conto nonsense. Resolvi escrevê-lo.

Tudo começou quando eu estava navegando à toa na net, procurando algo para matar o tempo, e me deparo com este site, que avalia o preço de outros sites, considerando seu pagerank, os acessos diários e sua popularidade na rede. Como não tinha nada melhor pra fazer, avaliei o preço do PP: R$3.571,00. Nada mau para um blog relativamente novo.

A partir daí, imaginamos a cena: Venderíamos o PP para um grupo de empresários capitalistas que visam apenas os lucros; estes, por sua vez, encheriam o blog de propagandas e nos contratariam para escrever artigos fúteis para jovens desmiolados. Rapidamente o PP se tornaria pop, moderno, chique, na moda e nós, blogueiros hipócritas muito bem remunerados.

Bem vindo ao mundo dos negócios

Paralelamente a este, criaríamos outro blog, independente, que retomaria a proposta original do primeiro e o criticaria por ter se vendido. Seríamos críticos de nós mesmos, pagando de cultos e intelectuais. Para não sermos descobertos, usaríamos pseudônimos como Wack Jaters e Olumor. Discrição total.


Com o passar do tempo, juntaríamos a grana que ganhamos da propaganda e dos empresários e montaríamos uma pequena empresa, a Beagle, especializada em venda de blogs para jovens. Utilizaríamos de propagandas enganosas com promessas de fama e fortuna aos consumidores dos nossos blogs.

O esquema consiste no seguinte: Vários anunciantes nos pagariam para colocar seus produtos nos blogs que venderíamos para os jovens; Faríamos uma larga propaganda dos blogs vendidos na internet e na televisão, para que eles bombassem, aumentando as visitas diárias e, consequentemente, o preço dos anúncios; daríamos uma quantia irrisória do lucro aos proprietários dos blogs, que a esta altura já estariam pra lá de satisfeitos com a fama (nós os tornaríamos famosos da noite pro dia, independente de seu talento ou de sua capacidade intelectual) e ficaríamos com a maior parte.

Ao cabo de alguns meses, nossas ações cresceriam tanto que estaríamos multimilionários. Boicotamos os negócios dos empresários até que estes venham à falência, então, não lhes restaria alternativa senão trabalhar para nós. Compraríamos sua empresa e cresceríamos mais rapidamente ainda. Ao passar de alguns anos, a Beagle seria uma gigante do mercado mundial, internacionalmente famosa.

Numa jogada de esperteza, acusaríamos outras corporações de monopólio e plágio, enquanto aguardamos pacientemente suas ações despencarem e as nossas subirem, até chegar ao ponto em que pudermos comprá-las todas. Quando isso acontecer, seremos a maior empresa do mundo, e nosso plano de dominação global começa a entrar em vigor.

Tornaremos todas as pessoas tão dependentes de nós que governos e sociedades inteiras logo cairiam aos nossos pés. Todos os países seriam unificados em uma só nação, governada por nós. Para garantir nossa supremacia e não correr o risco de sermos sabotados, criaríamos um programa de vigilância constante para monitorar cada cm² da superfície da Terra e cada movimento de cada ser humano. Para não levantar suspeitas, utilizaríamos muito do artifício da propaganda para passar uma mensagem de fraternidade e progresso. Colocaríamos este programa à disposição gratuita ao largo público para que eles possam se monitorar voluntariamente também.

A esta altura, Romulo e eu seríamos os 2 homens mais poderosos que este planeta ja viu. Quando não houvesse mais nada a conquistar, eu, num golpe preparado, mataria-o e tomaria o trono só para mim. A esta altura ninguém poderia me deter.

Minha vítima, no entanto, voltaria como um zumbi para me matar, mas quando o fizesse, descobriria que na verdade aquele era meu gêmeo malvado. Eu estava, desde o começo da história, preso e amordaçado no porão da minha casa, sobrevivendo como um prisioneiro.
Wack Jaters tinha sido a mente maligna por trás de tudo.

Ao cabo da experiência, a
Beagle ruiria, como um castelo de cartas de baralho, e o mundo seria livre novamente (ou não).

FIM

P.S.: Qualquer semelhança com nomes, logotipos ou empresas reais é mera coincidência.

P.S.2: Ou não.

Abraços,

Jack Waters
(O gêmeo bonzinho)
(Ou não)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Filosofia para todos!

Olá caros leitores, hoje venho mostrar um vídeo que eu achei na net que fala sobre filosofia, da uma ideia do que é a filosofia e tira aquela idéia de que filosofia é um monstro. Recomendoque vocês vejam este vídeo, ele é bem dinâmico e muito legal.

Espero que gostem!

Romulo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nada a declarar

Mais um vídeo que vale a pena ser assistido, confiram:




Sem mais, o cara disse tudo.

Sugerido pelo Falange.


Abraços,

Jack Waters

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Resenhas de Agosto

Saudações a todos. Vamos começar bem o mês com algumas sugestões bem legais que valem a pena ser conferidas.


1. Filme: Clube da Luta


Pra mim, este foi um dos últimos grandes clássicos do cinema, que ficará marcado por muitos e muitos anos. Clube da Luta, apesar do nome, não é um filme de pancadaria nua e crua. Trata-se de uma profunda análise do ser humano como ser social, das nossas ilusões de conforto, do consumismo, da propaganda, enfim, uma excelente crítica à vida moderna. O desenrolar da trama é fascinante e o final é, no mínimo, surpreendente. Um filme filosófico com alto teor de testosterona. Recomendadíssimo.

Melhor citação:

A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história, sem propósito ou lugar. Não temos uma guerra mundial. Não temos a grande depressão. Nossa guerra é espiritual. Nossa depressão, são nossas vidas. Fomos criados pela TV para acreditar que um dia seriamos milionários e estrelas de cinema, mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato e estamos muito, muito putos.

2. Livro: A revolução dos Bichos


George Orwell é um dos meus autores preferidos e, neste genial livro, ele consegue demonstrar com maestria a formação de um Estado totalitário, desde a revolução até a dominação e submissão do povo, fechando um ciclo. Simples e curto, o livro faz uma analogia à Revolução Russa, em que cada bicho na fazenda representa uma camada social/política. O conceito é tão universal que se aplica a praticamente todos os líderes de grandes Estados, democráticos ou ditatoriais, populistas ou elitistas, de esquerda ou direita, de Getúlio ou Hitler.
Sua leitura é indispensável.

Frase Memorável:

Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.

3. Disco: A Farewell to Kings - Rush


O Rush é uma das bandas mais impressionantes que existem. Conseguem fazer com apenas 3 pessoas o que outras tantas bandas não fazem com 5 ou 6. Seu som é ao mesmo tempo cheio, coeso e distinto, agradável de escutar e suas letras são simplesmente magníficas. Confesso que foi muito difícil escolher apenas um álbum para fazer a resenha, mas creio que este seja um ótimo álbum para conhecer a banda.
O disco começa com um lindo dedilhado de violão na faixa título e vai progredindo ao longo das faixas, alternando entre passagens tranquilas, com ar filosófico e outras mais pesadas e velozes. A voz tranquila e única de Geddy Lee soa impecável e todos os instrumentos parecem se fundir num só, tamanha sincronia. Vale a pena conferir

Versos memoráveis:

Quando virarem as páginas da história
Quando estes dias já tiverem passado há muito tempo

Lerão sobre nós com tristeza

Pelas sementes que deixamos germinar ?

(...)

Cidades cheias de ódio

Medo e mentiras

Corações murchos e olhos cruéis e atormentados

Demônios conspiradores vestidos com roupas de rei

Massacrando a multidão

E zombando dos sábios

(...)


Será que não podemos levantar nossos olhos e recomeçar?

Será que não podemos encontrar as mentes

Que nos guiem para mais perto do coração?



Abraços,

Jack Waters

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um dia na vida

Um dia na vida todos paramos para pensar em tudo que já nos aconteceu: nossos amigos, nossos problemas, nossas famílias, nossas conquistas, nossos amores, enfim, nossa história. Contamos piada, damos risadas com as merdas do passado, engrandecemos os fatos e relembramos os bons tempos que se foram.

Um dia na vida nos damos conta que estamos ficando velhos, rotineiros, banais, cotidianos, cansados. Pensamos mais no trabalho do que na diversão, mais no futuro do que no atual, mais na morte do que na vida; queremos casar, fazer filhos, criá-los, envelhecer e ter netos; almejamos a vida eterna e os prazeres espirituais; ficamos mais sábios.

Um dia na vida compreendemos como somos insignificantes diantes da imensidão do universo ou mesmo do nosso próprio planeta; descobrimos que sabemos agora menos da metade das coisas que julgávamos saber na juventude e que jamais conheceremos todas as respostas para as tantas questões. Aliás, analisamos que não são as respostas que movem o ser humano, mas as perguntas; temos sede do saber.

Um dia na vida percebemos que passamos tempo demais preocupados com contas a pagar e coisas a comprar e tempo de menos nos questionando quem somos e como podemos ser cada vez melhores, se estamos no caminho que sempre sonhamos seguir e se nos tornamos aquilo que sempre desejamos ser; lembramos que um tênis é apenas um tênis, não importa a marca e que o nosso caráter não será medido pelo valor do nosso carro ou jóias.

Um dia na vida imaginamos como tudo seria diferente se algum evento minúsculo no passado nunca tivesse acontecido. Se não tivesse chovido aquele dia em que oferecemos uma "carona" sob o guarda-chuva para aquela que viria a ser nossa futura esposa ou então aquela viagem de um fim de semana em que conhecemos nosso melhor amigo; algumas tragédias que mudaram o rumo de vários amigos e famílias ou planos que não deram certo. Como tudo teria sido diferente...

Um dia na vida concluímos que o mundo é muito maior do que o que vemos na televisão e nos livros e que nosso espírito clama para que o desbravemos. Conhecemos novas culturas e refletimos mais sobre a nossa própria; comparamos gostos, pratos, estilos, folclores, crenças e rituais, até chegarmos ao ponto de abandonar antigos preconceitos que estavam encrustrados em nossa personalidade desde a infância.

Um dia na vida...percebemos que ainda temos muito o que viver e aprender.


Abraços,

Jack Waters