segunda-feira, 11 de maio de 2009

Reflexões soltas II

Hoje acordei bastante instrospectivo e taciturno, ou seja, minha mente teoricamente está um terreno fértil para grandes idéias, mas não sei direito ainda em que pensar. Tudo me parece confuso e sem sentido, meu raciocínio está lento e minha pressão caiu muito minutos antes de eu me deitar para dormir ontem (o que é um eufemismo, porque eu praticamente desmaiei).

Sinto-me completamente perdido e penso que as pessoas são complicadas demais para se entender. Gostaria de pelo menos por um dia me isolar completamente, viver apenas com meus animais e em contato com a natureza, longe de toda gente, de toda preocupação, de toda responsabilidade.

Vontade de mochilar...

Quero poder alguma vez fazer o que realmente gosto, ser quem realmente sou, sem medo, sem repressões, sem ninguém me dizendo que estou errado e que deveria pensar e agir de outra forma.

A maioria das pessoas tem uma péssima mania de se esquecer que não nascemos com um manual de instruções nem projetados para nos encaixarmos em algum molde imaginário e que qualquer peça defeituosa deve ser descartada, visando o bom funcionamento da máquina social.

Desculpem pelo mau momento. Gostaria de compartilhar algo legal com vocês hoje, mas não estou em condições. Precisava escrever algo para não enlouquecer, apesar de não ter muito o que expressar. É isso, um artigo que começou e terminou sem idéias, sem lógica, sem fim. Apenas uma mente cansada e um Pink Floyd e Queen na vitrola. Aproveitando a deixa, acabo de ter a idéia de colocoar uma letra de música bem legal que sintetiza o que quero dizer e não consigo.



The Logical Song
(Supertramp)

Uma Canção Lógica

Quando eu era jovem
Parecia que a vida era tão maravilhosa
Um milagre, oh ela era tão bonita, mágica
E todos os pássaros nas árvores
Estavam cantando tão felizes
Oh alegres, brincalhões, me observando
Mas aí eles me mandaram embora
Para me ensinar a ser sensato
Lógico, oh responsável, prático
E me mostraram um mundo
Onde eu poderia ser muito dependente
Doentio, intelectual, cínico

Tem vezes, quando todo o mundo dorme
Que as questões seguem profundas demais
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou

Eu digo:
Agora cuidado com o que você diz
Ou eles vão te chamar de radical
Um liberal, oh fanático, criminoso
Você não vai assinar seu nome?
Gostaríamos de sentir que você é
Aceitável, respeitável, oh apresentável, um vegetal!

À noite, quando todo o mundo dorme,
As questões seguem tão profundas
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou
Quem eu sou, quem eu sou, quem eu sou


Pra completar, acabo de ser chamado de pseudo-intelectual de quinta e "bostão" no msn, completado com "tinha que ser metaleiro" por alguem que eu nem conheço. Depois dessa, vou repensar minha vida.

Abraços,

Jack Waters

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