É isso aí pessoal, é hora de voltar à ativa. Estive passando por uns problemas que me tiraram a atenção do blog, mas agora, volto com novas idéias e planos e com o humor revigorado. Como diria Nietzsche, "O que não me mata, me fortalece".
Explico agora o título aparentemente confuso e sem nexo. É o seguinte: resolvi que vou mochilar este ano. É algo que venho planejando há muito tempo mas nunca tive coragem de fazer e ando realmente precisando. Minha idéia é começar fazendo uma turnê por Minas Gerais, onde farei 3 provas de vestibular em 3 cidades diferentes que nunca estive antes. A álgebra - na verdade a matemática como um todo - entra nesta parte parte: estou me apaixonando pelos números e equações e me sinto confiante para encarar as provas deste ano. Não fosse esse ânimo, provavelmente eu não teria vontade de me aventurar. Ainda tenho muito o que estudar, mas estou no caminho certo.
Minha loucura vai ser viajar sozinho para 3 lugares completamente desconhecidos para mim, sem muita grana no bolso e sem conhecer ninguém de lá, na cara e na coragem, munido apenas de uma mochila com o essencial. No iníco do ano que vem, pretendo também ir ao RS, mas irei com uns amigos.
Pretendo andar bastante por Minas e aprender o máximo que puder sobre sua cultura - que influencia muito a da minha própria cidade - e trazer boas recordações e experiências, quem sabe até conhecer uma galera louca e trocar altas idéias.
Enfim, agora é organizar tudo e por o pé na estrada. O mundo me aguarda!
Abraços,
Jack Waters
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O pequeno grande homem
Quem nunca assistiu a um filme de Charlie Chaplin não sabe que perde a grandiosidade e genialidade de um dos maiores mestres do cinema de todos os tempos.
Mesmo com a limitada tecnologia da época, seus filmes ainda encantam e inspiram os dias atuais e seu humor e idéias já foram incansavelmente reproduzidos e homenageados ao longo de quase um século. Com simplicidade, criatividade e maestria, Chaplin cativou milhões de pessoas. Sua personagem era carismática e seus roteiros, geniais.
Além de um excelente ator, ele tambem era produtor, diretor, roteirista e compositor da trilha sonora de seus filmes. Um cineasta completo. A seguir, um trecho que ficou mundialmente famoso de seu filme O Grande Ditador:
Neste filme, Chaplin faz uma ironia com o nazismo. Ao final, o protagonista (que era um judeu pobre) é confundido com o Grande Ditador (analogia a Hitler) na ocasião em que este faria um discurso sobre a conquista de um novo território. O judeu, então, discursa em seu lugar.
É isso aí, pessoal. Deixem o preconceito contra filmes em preto e branco de lado e vamos assistir aos clássicos!
Abraços,
Jack Waters
P.S.: Como alguns notaram, o blog está sendo pouco atualizado nos últimos dias. Isso se deve ao fato de eu estar com alguns problemas pessoais e o pc do Rômulo ter dado defeito. Esperamos normalizar as atividades em breve.
Mesmo com a limitada tecnologia da época, seus filmes ainda encantam e inspiram os dias atuais e seu humor e idéias já foram incansavelmente reproduzidos e homenageados ao longo de quase um século. Com simplicidade, criatividade e maestria, Chaplin cativou milhões de pessoas. Sua personagem era carismática e seus roteiros, geniais.
Além de um excelente ator, ele tambem era produtor, diretor, roteirista e compositor da trilha sonora de seus filmes. Um cineasta completo. A seguir, um trecho que ficou mundialmente famoso de seu filme O Grande Ditador:
Neste filme, Chaplin faz uma ironia com o nazismo. Ao final, o protagonista (que era um judeu pobre) é confundido com o Grande Ditador (analogia a Hitler) na ocasião em que este faria um discurso sobre a conquista de um novo território. O judeu, então, discursa em seu lugar.
É isso aí, pessoal. Deixem o preconceito contra filmes em preto e branco de lado e vamos assistir aos clássicos!
Abraços,
Jack Waters
P.S.: Como alguns notaram, o blog está sendo pouco atualizado nos últimos dias. Isso se deve ao fato de eu estar com alguns problemas pessoais e o pc do Rômulo ter dado defeito. Esperamos normalizar as atividades em breve.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
S.O.S / S.U.S
Saudações, pessoal. Gostaria de me desculpar pela minha ausência mais uma vez. Como disse anteriormente, estava resolvendo uns problemas de saúde, mas já estou melhor. Minha mesa está cheia de remédios espalhados, que terei de tomar por mais alguns dias, mas fora isso, tudo bem. Felizmente não precisei ser internado.
Aproveitei este meio tempo em que fiquei ocioso para colocar alguns pensamentos em dia, fazer algumas observações, conversar com pessoas. Estive em alguns centros de saúde, procurando um otorrinolaringologista (eu consigo falar essa palavra sem gaguejar. Sério!) - que é um médico de garganta, nariz e ouvidos - que pudesse dar um jeito nos congestionamentos constantes do meu nariz que estão me incomodando bastante na hora de dormir.
Em minha busca, notei algumas disparidades muito grandes entre o sistema público e o particular. Não me refiro ao óbvio: instalações não muito confortáveis, longa fila espera, médicos nem sempre disponíveis... O problema é a burocracia pra ser atendido.
Quando cheguei ao posto de saúde do SUS, havia uma fila grande de pessoas pra tirar a carteirinha. Como não sabia o que era preciso pra pegar uma pra mim, perguntei ao rapaz que estava atendendo por ali e descobri que tinha que ir a uma tal de casa branca, levando comprovante de residencia e documentos pra eles poderem agendar uma data pra eu fazer o cadastro e aguardar mais uns dias até receber um cartão (que não me recordo o nome agora) para ir até o posto de saúde e pegar uma senha, entrar na fila para então, finalmente, fazer a carteira. PQP!
Se eu estivesse com alguma doença mais grave, que me impedisse de fazer esforço físico (como costumo ter, devido à bronquite), tava ferrado. Se fosse uma urgência e eu não tivesse alternativa, já teria morrido. Acabei optando por pagar uma taxa de atendimento na clínica particular mesmo, cujo médico eu já conhecia. Havia levado, dias antes, meu irmão para consultar com ele (meu irmão tem plano de saúde) e parece que era coisa de outro mundo: a sala do médico era bem equipada, higienizada, tudo bonitinho.
Pensei que teria a mesma sorte, pagando a taxa da consulta (não tenho plano de saúde). Doce ilusão. Fui atendido no ambulatório da clínica, numa salinha bem menos luxuosa e sem os modernos equipamentos. Não reclamo da consulta nem faço questão de luxo, pelo contrário, mas fico um tanto atordoado com o abismo de diferença entre ter um convênio e depender da saúde pública, entre ter condições de gastar uma fortuna com planos abusivos de saúde e não poder arcar com os custos. Até mesmo dentro da clínica particular há meio que um apartheid social.
Tive sorte de ser atendido por um profissional competente, numa clínica higienizada e com o equipamento necessário, sem excessos, mas imagino a dor das pessoas que estavam aguardando na enorme fila do SUS. E isso porque os hospitais públicos da minha cidade ainda são bem melhores, em termos de eficiência e higiene, do que muitos outros por aí em cidades grandes. Não consigo nem imaginar como deve estar a situação nas metrópoles.
Com relação a mim, estou de volta à Terra. Acabaram as férias prolongadas no curso e agora é hora de enfiar a cara nos estudos. Em breve, volto com novidades.
Abraços,
Jack Waters
Aproveitei este meio tempo em que fiquei ocioso para colocar alguns pensamentos em dia, fazer algumas observações, conversar com pessoas. Estive em alguns centros de saúde, procurando um otorrinolaringologista (eu consigo falar essa palavra sem gaguejar. Sério!) - que é um médico de garganta, nariz e ouvidos - que pudesse dar um jeito nos congestionamentos constantes do meu nariz que estão me incomodando bastante na hora de dormir.
Em minha busca, notei algumas disparidades muito grandes entre o sistema público e o particular. Não me refiro ao óbvio: instalações não muito confortáveis, longa fila espera, médicos nem sempre disponíveis... O problema é a burocracia pra ser atendido.
Quando cheguei ao posto de saúde do SUS, havia uma fila grande de pessoas pra tirar a carteirinha. Como não sabia o que era preciso pra pegar uma pra mim, perguntei ao rapaz que estava atendendo por ali e descobri que tinha que ir a uma tal de casa branca, levando comprovante de residencia e documentos pra eles poderem agendar uma data pra eu fazer o cadastro e aguardar mais uns dias até receber um cartão (que não me recordo o nome agora) para ir até o posto de saúde e pegar uma senha, entrar na fila para então, finalmente, fazer a carteira. PQP!
Se eu estivesse com alguma doença mais grave, que me impedisse de fazer esforço físico (como costumo ter, devido à bronquite), tava ferrado. Se fosse uma urgência e eu não tivesse alternativa, já teria morrido. Acabei optando por pagar uma taxa de atendimento na clínica particular mesmo, cujo médico eu já conhecia. Havia levado, dias antes, meu irmão para consultar com ele (meu irmão tem plano de saúde) e parece que era coisa de outro mundo: a sala do médico era bem equipada, higienizada, tudo bonitinho.
Pensei que teria a mesma sorte, pagando a taxa da consulta (não tenho plano de saúde). Doce ilusão. Fui atendido no ambulatório da clínica, numa salinha bem menos luxuosa e sem os modernos equipamentos. Não reclamo da consulta nem faço questão de luxo, pelo contrário, mas fico um tanto atordoado com o abismo de diferença entre ter um convênio e depender da saúde pública, entre ter condições de gastar uma fortuna com planos abusivos de saúde e não poder arcar com os custos. Até mesmo dentro da clínica particular há meio que um apartheid social.
Tive sorte de ser atendido por um profissional competente, numa clínica higienizada e com o equipamento necessário, sem excessos, mas imagino a dor das pessoas que estavam aguardando na enorme fila do SUS. E isso porque os hospitais públicos da minha cidade ainda são bem melhores, em termos de eficiência e higiene, do que muitos outros por aí em cidades grandes. Não consigo nem imaginar como deve estar a situação nas metrópoles.
Com relação a mim, estou de volta à Terra. Acabaram as férias prolongadas no curso e agora é hora de enfiar a cara nos estudos. Em breve, volto com novidades.
Abraços,
Jack Waters
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Como as coisas funcionam?
Para todos aqueles que são pesquisadores por natureza e querem saber como tudo funciona, este site é uma dica quente.
Uma verdadeira enciclopédia virtual, que mostra em termos simples como funcionam os objetos que usamos e vemos no dia-a-dia, os conceitos científicos, os fenômenos da natureza, o corpo humano e as doenças, enfim, de tudo que a imaginação permitir. Basta digitar a palavra-chave e se aventurar pelo conhecimento.
Segue o link:
Comotudofunciona?
Abraços,
Jack Waters
Uma verdadeira enciclopédia virtual, que mostra em termos simples como funcionam os objetos que usamos e vemos no dia-a-dia, os conceitos científicos, os fenômenos da natureza, o corpo humano e as doenças, enfim, de tudo que a imaginação permitir. Basta digitar a palavra-chave e se aventurar pelo conhecimento.
Segue o link:
Comotudofunciona?
Abraços,
Jack Waters
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Aviso prévio
Meus caros amigos, venho informar que possivelmente tenha que me afastar do blog por alguns dias por motivos de saúde. Não ando muito bem do pulmão e do nariz e, dependendo da situação, posso precisar me internar.
Não, não creio estar com gripe suína, apesar do pânico generalizado por aqui (em minha cidade).
Creio se tratar de uma ligeira crise de bronquite(um mal que me persegue desde o nascimento) ou uma pneumonia. Não está muito forte até o momento, mas se agravar terei que me internar.
Apesar de não acreditar muito nessa hipótese, já deixo avisado para que, caso eu desapareça por uns tempos, vocês já saibam o motivo.
Por enquanto, estou fazendo nebulização em casa, repousando (aproveitando as férias prolongadas no cursinho) e tentando me alimentar de forma saudável. Tentarei continuar postando por aqui na medida do possível.
Comentário rápido: Estou feliz que as visitas ao blog estejam aumentando consideravelmente. Agradeço a todos vocês que nos apóiam e divulgam. Qualquer crítica, elogio ou sugestão para melhorarmos cada vez mais o PP será bem-vinda.
Por fim, aproveitando a viagem, recomendo que dêem uma olhada no artigo A nova gripe e o pânico induzido, com dados atualizados da OMS.
Abraços,
Jack Waters
Não, não creio estar com gripe suína, apesar do pânico generalizado por aqui (em minha cidade).
Creio se tratar de uma ligeira crise de bronquite(um mal que me persegue desde o nascimento) ou uma pneumonia. Não está muito forte até o momento, mas se agravar terei que me internar.
Apesar de não acreditar muito nessa hipótese, já deixo avisado para que, caso eu desapareça por uns tempos, vocês já saibam o motivo.
Por enquanto, estou fazendo nebulização em casa, repousando (aproveitando as férias prolongadas no cursinho) e tentando me alimentar de forma saudável. Tentarei continuar postando por aqui na medida do possível.
Comentário rápido: Estou feliz que as visitas ao blog estejam aumentando consideravelmente. Agradeço a todos vocês que nos apóiam e divulgam. Qualquer crítica, elogio ou sugestão para melhorarmos cada vez mais o PP será bem-vinda.
Por fim, aproveitando a viagem, recomendo que dêem uma olhada no artigo A nova gripe e o pânico induzido, com dados atualizados da OMS.
Abraços,
Jack Waters
terça-feira, 11 de agosto de 2009
"A Perfeita simetria"
Se Deus escreve certo por linhas tortas,
é porque em algum momento criou o violão,
que encandeava acordes e mais acordes
com um grande poder de sedução.
No âmbito delicado da nossa frágil criação,
uma sublime realidade estaria por vir e
então surge uma bela pintura de mulher,
opalescente em todos os sentidos,
contendo uma flâmula em uma das tuas mãos,
respeitando todos os limites mais delicados,
do que se pode dizer de uma paixão.
A perfeita imagem refletida pelas curvas
milimetricamente esculpidas com tanta perfeição,
vieram a este mundo para encantar todos aqueles,
que reconhecem que o feminino não é apenas
mais um paradigma insensato,
e sim toda a delicadeza e a doçura,
que nem o mais doce mel poderia corroborar.
Eu poderia me perder em teus doces lábios,
sentir cada uma de suas inotrópicas pulsações,
admirar a grandiosidade restrita ao teu nobre beijo
e assim suspirar profundamente na imersão angelical
dos teus sorrisos mais românticos,
em noites frias de amplitude desejável.
Gustavo Amariz.
é porque em algum momento criou o violão,
que encandeava acordes e mais acordes
com um grande poder de sedução.
No âmbito delicado da nossa frágil criação,
uma sublime realidade estaria por vir e
então surge uma bela pintura de mulher,
opalescente em todos os sentidos,
contendo uma flâmula em uma das tuas mãos,
respeitando todos os limites mais delicados,
do que se pode dizer de uma paixão.
A perfeita imagem refletida pelas curvas
milimetricamente esculpidas com tanta perfeição,
vieram a este mundo para encantar todos aqueles,
que reconhecem que o feminino não é apenas
mais um paradigma insensato,
e sim toda a delicadeza e a doçura,
que nem o mais doce mel poderia corroborar.
Eu poderia me perder em teus doces lábios,
sentir cada uma de suas inotrópicas pulsações,
admirar a grandiosidade restrita ao teu nobre beijo
e assim suspirar profundamente na imersão angelical
dos teus sorrisos mais românticos,
em noites frias de amplitude desejável.
Gustavo Amariz.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Decorar, copiar e reproduzir
Estou feliz por finalmente estar aprendendo matemática, depois de anos e anos de fracasso nessa matéria. Nunca me interessei em aprendê-la devidamente até este ano, quando a pressão do vestibular me forçou a tal. Também não imaginei que fosse conseguir compreender a álgebra, a trigonometria e a geometria espacial; logaritmo pra mim era bicho de sete cabeças (bem, digamos que agora são 5 cabeças, porque ainda estou estudando) e gráficos eram pesadelos. O que tudo isso tem a ver com o título? A fonte dos meus problemas: a decoreba.
Eu não sei se é descaso dos professores ou se é a política dos colégios em que estudei (todos particulares), mas desde cedo fui "doutrinado" a decorar, a copiar e a reproduzir fielmente. Tive pavor de história até a 6ª série, devido à professora megera que simplesmente ia relatando os fatos do passado, sem apresentar as relações de causa e consequência entre eles ou o contexto em que estavam inseridos.
Quando mudei de escola, na 7ª série, passei a me apaixonar pela matéria. O professor (que foi o primeiro com quem fiz amizade) era muito bom e nos estimulava a refletir, a comparar, a analisar historicamente os eventos. Ele pegava, por exemplo, algo que acontecia durante o período do Brasil colônia e traçava paralelos com o que acontece ainda hoje. Dizia que o mais importante não é conhecer os fatos, mas ter uma visão histórica sobre eles, ou seja, entender o que os causou e quais foram suas consequências. Isso é estudar história!
No campo das ciências, não me foi diferente. Sempre fui amante delas, mas, infelizmente, quase sempre estas me foram ensinadas de forma fria, calculista, nominal. A biologia, por exemplo, é limitada a um monte de nomes complicados e suas funções e relações com outros nomes complicados; a quimica e a física são reduzidas a complexos cálculos matemáticos, em que se mudam apenas as variáveis e as fórmulas. Assim fica difícil visualizar o fenômeno, entender o que realmente acontece na prática, ver a beleza da ciência.
Algo vem me deixando bastante indignado desde o ano passado, quando comecei a dar aulas de reforço para a minha irmã menor (que hoje estuda no colégio que eu estudei até a 6ª série, das professoras megeras): o excesso de memorização mecânica, a decoreba.
Em geografia, por exemplo, uma vez estávamos estudando sobre as diversas regiões do Brasil, começando pelo nordeste. Imaginei que a professora iria cobrar na prova a cultura do povo nordestino, os problemas que eles enfrentam, como a seca e a pobreza, etc. Em vez disso, ela queria que as crianças decorassem nomes de pratos típicos. Isso mesmo, decorar pratos típicos!! Ta bom que era a 4ª série e as crianças não têm tanta maturidade para entender a realidade de uma região distante, mas decorar pratos típicos é sacanagem. Na região sul, eu lembro que tinha que decorar nomes de rios que fazem divisa com outros países e outros detalhes irrelevantes. Isso sem contar a clássica relação de estado/capital, que sempre aparece. Em história é ainda pior, mas não vou nem comentar poque isso me enoja.
Resultado: minha irmã consegue reproduzir, como um robô, vários conteúdos, mas não sabe o que significam, não tem a menor idéia de como seus conhecimentos podem ser postos em prática e não enxerga o contexto global.
Quando vou ensinar-lhe as matérias que tem dúvidas, busco sempre maneiras dela visualizar, raciocinar, usar a lógica e aprender de verdade. Sem decorar nada, as notas dela passaram a aumentar consideravelmente nas provas e é recompensador quando ela vê alguma coisa na televisão e comenta comigo: "ahhh, isso acontece por causa daquilo que você me explicou" (e faz uma relação entre os assuntos).
Quanto a mim, passei a enxergar a matemática como uma matéria lógica, dedutível. As fórmulas não são mais decoradas, mas compreendidas, visualizadas, analisadas até fazerem sentido. Como estou estudando sozinho (e tirando dúvidas com os amigos), não sofro com a repreensão de professores nem sigo métodos prontos.
Para se ter uma idéia de como isso é danoso, uma professora de matemática que tive no ensino fundamental era tão rígida com relação a seus métodos de calcular que exigia que todos fizessem exatamente da mesma forma que ela (exemplo hipotético: 2+2 é certo, 3+1 não). Que tipo de adultos essas crianças se tornarão, se desde cedo sua curiosidade e criatividade são castradas, uniformizadas e direcionadas por um caminho estreito?
Esse é um dos fatores em que ainda estamos, como Estado e sociedade, muito atrasados em relação a outros países, e o pior de tudo é que se trata de mais um ciclo vicioso. Estamos matando mentes geniais e cientistas brilhantes e criando uma nação de seres humanos mecanizados que, por sua vez, vão continuar encobrindo o desejo do saber das gerações posteriores.
Abraços,
Jack Waters
Eu não sei se é descaso dos professores ou se é a política dos colégios em que estudei (todos particulares), mas desde cedo fui "doutrinado" a decorar, a copiar e a reproduzir fielmente. Tive pavor de história até a 6ª série, devido à professora megera que simplesmente ia relatando os fatos do passado, sem apresentar as relações de causa e consequência entre eles ou o contexto em que estavam inseridos.
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
No campo das ciências, não me foi diferente. Sempre fui amante delas, mas, infelizmente, quase sempre estas me foram ensinadas de forma fria, calculista, nominal. A biologia, por exemplo, é limitada a um monte de nomes complicados e suas funções e relações com outros nomes complicados; a quimica e a física são reduzidas a complexos cálculos matemáticos, em que se mudam apenas as variáveis e as fórmulas. Assim fica difícil visualizar o fenômeno, entender o que realmente acontece na prática, ver a beleza da ciência.
Algo vem me deixando bastante indignado desde o ano passado, quando comecei a dar aulas de reforço para a minha irmã menor (que hoje estuda no colégio que eu estudei até a 6ª série, das professoras megeras): o excesso de memorização mecânica, a decoreba.
Em geografia, por exemplo, uma vez estávamos estudando sobre as diversas regiões do Brasil, começando pelo nordeste. Imaginei que a professora iria cobrar na prova a cultura do povo nordestino, os problemas que eles enfrentam, como a seca e a pobreza, etc. Em vez disso, ela queria que as crianças decorassem nomes de pratos típicos. Isso mesmo, decorar pratos típicos!! Ta bom que era a 4ª série e as crianças não têm tanta maturidade para entender a realidade de uma região distante, mas decorar pratos típicos é sacanagem. Na região sul, eu lembro que tinha que decorar nomes de rios que fazem divisa com outros países e outros detalhes irrelevantes. Isso sem contar a clássica relação de estado/capital, que sempre aparece. Em história é ainda pior, mas não vou nem comentar poque isso me enoja.
Resultado: minha irmã consegue reproduzir, como um robô, vários conteúdos, mas não sabe o que significam, não tem a menor idéia de como seus conhecimentos podem ser postos em prática e não enxerga o contexto global.
Quando vou ensinar-lhe as matérias que tem dúvidas, busco sempre maneiras dela visualizar, raciocinar, usar a lógica e aprender de verdade. Sem decorar nada, as notas dela passaram a aumentar consideravelmente nas provas e é recompensador quando ela vê alguma coisa na televisão e comenta comigo: "ahhh, isso acontece por causa daquilo que você me explicou" (e faz uma relação entre os assuntos).
Quanto a mim, passei a enxergar a matemática como uma matéria lógica, dedutível. As fórmulas não são mais decoradas, mas compreendidas, visualizadas, analisadas até fazerem sentido. Como estou estudando sozinho (e tirando dúvidas com os amigos), não sofro com a repreensão de professores nem sigo métodos prontos.
Para se ter uma idéia de como isso é danoso, uma professora de matemática que tive no ensino fundamental era tão rígida com relação a seus métodos de calcular que exigia que todos fizessem exatamente da mesma forma que ela (exemplo hipotético: 2+2 é certo, 3+1 não). Que tipo de adultos essas crianças se tornarão, se desde cedo sua curiosidade e criatividade são castradas, uniformizadas e direcionadas por um caminho estreito?
Esse é um dos fatores em que ainda estamos, como Estado e sociedade, muito atrasados em relação a outros países, e o pior de tudo é que se trata de mais um ciclo vicioso. Estamos matando mentes geniais e cientistas brilhantes e criando uma nação de seres humanos mecanizados que, por sua vez, vão continuar encobrindo o desejo do saber das gerações posteriores.
Abraços,
Jack Waters
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