Recentemente tive uma importante conversa com um amigo meu que queria minha opinião sobre um assunto delicado: a escolha da carreira. Sei que sou inexperiente e não tenho muita qualificação para falar sobre o assunto, mas tenho uma visão que acredito ser razoável e vale a pena compartilhá-la.
Como alguns sabem, pretendo cursar uma faculdade de filosofia, apesar das muitas pressões externas para não levar este plano adiante. Muitas pessoas tentam me alertar sobre o fracasso, sobre as dificuldades, sobre o desemprego, etc etc. mas são pouquíssimas as que realmente se importam com o que eu sonho para minha vida. Tentam dissuadir-me, propondo que eu faça outro curso, como direito, em que o mercado de trabalho é mais amplo e o sucesso(em teoria), garantido.
Apesar de tudo, mantenho-me inflexível. Não há nada que me interesse - em termos de cursos de faculdade - além a filosofia, da história, da psicologia e de outras ciências humanas. O que eu viso, muito mais que o dinheiro, é buscar compreender o ser humano: nossos pensamentos, nossas emoções, nossa história, nossas raízes, nossas tendências, nossas crenças, enfim, todo o nosso ser. Quando paro para contemplar o imenso abismo dentro de mim mesmo e o gigantesco oceano de ignorância que me cerca, sinto-me compelido a aprender, a buscar mais e mais o saber e essa fome não pode ser saciada com nenhum dinheiro ou status.
Uma vez tendo experimentado a filosofia, o caminho é irreversível. Ela vicia, entorpece, proporciona experiências fantásticas, liberta. Fazendo uma analogia a Platão, uma vez fora da caverna, não se tem vontade de regressar às sombras e aos grilhões.
Claro que vou precisar de dinheiro para me alimentar e pagar as contas, mas não preciso ser rico para ser feliz.
Sobre o meu amigo, ele atualmente está em dúvida entre cursar medicina - pela tranquilidade financeira - e psicologia - que é o que realmente gosta e tem potencial. Para expressar minha opinião a respeito, utilizei de um exemplo pessoal:
Primeiro perguntei se ele já havia trabalhado em um emprego temporário, desses que a gente necessita pra ganhar uma grana, como, por exemplo, funcionário de uma loja. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se ele gostou realmente de ter trabalho no que ele fez e ele me disse que não(comigo acontece o mesmo).
Pois bem, eu disse, mas você sempre teve o alívio de pensar que o trabalho em que estava era apenas temporário, que você tem muitos planos para sua vida e que esta é apenas uma etapa necessária para realizá-los; agora imagine-se trabalhando em algo que não gosta pelo resto da sua vida, sem o alívio anterior, mas com o peso de saber que foi isso que você escolheu para si, que foi a profissão que você optou por se dedicar, estudar e seguir.
Esta perspectiva me parece, admito, um tanto aterrorizante, porém realista. É melhor visualizá-la agora do que vivenciá-la futuramente. Diante deste argumento, que ele refletiu bastante, apontou outro problema:
"Mas eu quero viajar, quero conhecer outros países, não quero passar fome."
Bem, eu disse, você está pensando apenas nos extremos. Ou no alto salário de um médico ou no salário medíocre da alternativa. As coisas não são bem assim. Se você for bom no que faz e fizer com paixão, não vai passar fome. Pode até não ter uma vida regrada de luxo e desperdício, mas vai ter condições de ter uma vida boa sim, sem exageros. Embora não vá poder viajar sempre que quiser, poderá perfeitamente fazer uma economia legal para fazer uma grande viagem uma vez por ano ou a cada 2 anos. Além disso, o tempo livre de um médico é muito escasso. Você teria dinheiro mas não teria tempo de aproveitá-lo, de forma que, nof im das contas, você só poderia viajar uma vez por ano ou a cada dois anos também. Ele concordou.
Por fim, disse-lhe que, entre ser rico e infeliz e fazer o que eu realmente gosto, tendo uma vida boa sem exageros, eu fico com a 2ª opção. Mas isto é uma opinião pessoal, a decisão final é inteiramente dele. Meu objetivo não foi convencê-lo a fazer esta ou aquela faculdade, mas fazê-lo refletir sobre as consequências de sua escolha.
Sem mais,
Abraços,
Jack Waters
domingo, 9 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
O plano para dominar o mundo
Ontem o Romulo e eu tivemos uma conversa louca pelo msn que bem daria um conto nonsense. Resolvi escrevê-lo.
Tudo começou quando eu estava navegando à toa na net, procurando algo para matar o tempo, e me deparo com este site, que avalia o preço de outros sites, considerando seu pagerank, os acessos diários e sua popularidade na rede. Como não tinha nada melhor pra fazer, avaliei o preço do PP: R$3.571,00. Nada mau para um blog relativamente novo.
A partir daí, imaginamos a cena: Venderíamos o PP para um grupo de empresários capitalistas que visam apenas os lucros; estes, por sua vez, encheriam o blog de propagandas e nos contratariam para escrever artigos fúteis para jovens desmiolados. Rapidamente o PP se tornaria pop, moderno, chique, na moda e nós, blogueiros hipócritas muito bem remunerados.
Paralelamente a este, criaríamos outro blog, independente, que retomaria a proposta original do primeiro e o criticaria por ter se vendido. Seríamos críticos de nós mesmos, pagando de cultos e intelectuais. Para não sermos descobertos, usaríamos pseudônimos como Wack Jaters e Olumor. Discrição total.
Com o passar do tempo, juntaríamos a grana que ganhamos da propaganda e dos empresários e montaríamos uma pequena empresa, a Beagle, especializada em venda de blogs para jovens. Utilizaríamos de propagandas enganosas com promessas de fama e fortuna aos consumidores dos nossos blogs.
O esquema consiste no seguinte: Vários anunciantes nos pagariam para colocar seus produtos nos blogs que venderíamos para os jovens; Faríamos uma larga propaganda dos blogs vendidos na internet e na televisão, para que eles bombassem, aumentando as visitas diárias e, consequentemente, o preço dos anúncios; daríamos uma quantia irrisória do lucro aos proprietários dos blogs, que a esta altura já estariam pra lá de satisfeitos com a fama (nós os tornaríamos famosos da noite pro dia, independente de seu talento ou de sua capacidade intelectual) e ficaríamos com a maior parte.
Ao cabo de alguns meses, nossas ações cresceriam tanto que estaríamos multimilionários. Boicotamos os negócios dos empresários até que estes venham à falência, então, não lhes restaria alternativa senão trabalhar para nós. Compraríamos sua empresa e cresceríamos mais rapidamente ainda. Ao passar de alguns anos, a Beagle seria uma gigante do mercado mundial, internacionalmente famosa.
Numa jogada de esperteza, acusaríamos outras corporações de monopólio e plágio, enquanto aguardamos pacientemente suas ações despencarem e as nossas subirem, até chegar ao ponto em que pudermos comprá-las todas. Quando isso acontecer, seremos a maior empresa do mundo, e nosso plano de dominação global começa a entrar em vigor.
Tornaremos todas as pessoas tão dependentes de nós que governos e sociedades inteiras logo cairiam aos nossos pés. Todos os países seriam unificados em uma só nação, governada por nós. Para garantir nossa supremacia e não correr o risco de sermos sabotados, criaríamos um programa de vigilância constante para monitorar cada cm² da superfície da Terra e cada movimento de cada ser humano. Para não levantar suspeitas, utilizaríamos muito do artifício da propaganda para passar uma mensagem de fraternidade e progresso. Colocaríamos este programa à disposição gratuita ao largo público para que eles possam se monitorar voluntariamente também.
A esta altura, Romulo e eu seríamos os 2 homens mais poderosos que este planeta ja viu. Quando não houvesse mais nada a conquistar, eu, num golpe preparado, mataria-o e tomaria o trono só para mim. A esta altura ninguém poderia me deter.
Minha vítima, no entanto, voltaria como um zumbi para me matar, mas quando o fizesse, descobriria que na verdade aquele era meu gêmeo malvado. Eu estava, desde o começo da história, preso e amordaçado no porão da minha casa, sobrevivendo como um prisioneiro.
Wack Jaters tinha sido a mente maligna por trás de tudo.
Ao cabo da experiência, a Beagle ruiria, como um castelo de cartas de baralho, e o mundo seria livre novamente (ou não).
FIM
P.S.: Qualquer semelhança com nomes, logotipos ou empresas reais é mera coincidência.
P.S.2: Ou não.
Abraços,
Jack Waters
(O gêmeo bonzinho)
(Ou não)
Tudo começou quando eu estava navegando à toa na net, procurando algo para matar o tempo, e me deparo com este site, que avalia o preço de outros sites, considerando seu pagerank, os acessos diários e sua popularidade na rede. Como não tinha nada melhor pra fazer, avaliei o preço do PP: R$3.571,00. Nada mau para um blog relativamente novo.
A partir daí, imaginamos a cena: Venderíamos o PP para um grupo de empresários capitalistas que visam apenas os lucros; estes, por sua vez, encheriam o blog de propagandas e nos contratariam para escrever artigos fúteis para jovens desmiolados. Rapidamente o PP se tornaria pop, moderno, chique, na moda e nós, blogueiros hipócritas muito bem remunerados.
Paralelamente a este, criaríamos outro blog, independente, que retomaria a proposta original do primeiro e o criticaria por ter se vendido. Seríamos críticos de nós mesmos, pagando de cultos e intelectuais. Para não sermos descobertos, usaríamos pseudônimos como Wack Jaters e Olumor. Discrição total.
Com o passar do tempo, juntaríamos a grana que ganhamos da propaganda e dos empresários e montaríamos uma pequena empresa, a Beagle, especializada em venda de blogs para jovens. Utilizaríamos de propagandas enganosas com promessas de fama e fortuna aos consumidores dos nossos blogs.
O esquema consiste no seguinte: Vários anunciantes nos pagariam para colocar seus produtos nos blogs que venderíamos para os jovens; Faríamos uma larga propaganda dos blogs vendidos na internet e na televisão, para que eles bombassem, aumentando as visitas diárias e, consequentemente, o preço dos anúncios; daríamos uma quantia irrisória do lucro aos proprietários dos blogs, que a esta altura já estariam pra lá de satisfeitos com a fama (nós os tornaríamos famosos da noite pro dia, independente de seu talento ou de sua capacidade intelectual) e ficaríamos com a maior parte.
Ao cabo de alguns meses, nossas ações cresceriam tanto que estaríamos multimilionários. Boicotamos os negócios dos empresários até que estes venham à falência, então, não lhes restaria alternativa senão trabalhar para nós. Compraríamos sua empresa e cresceríamos mais rapidamente ainda. Ao passar de alguns anos, a Beagle seria uma gigante do mercado mundial, internacionalmente famosa.
Numa jogada de esperteza, acusaríamos outras corporações de monopólio e plágio, enquanto aguardamos pacientemente suas ações despencarem e as nossas subirem, até chegar ao ponto em que pudermos comprá-las todas. Quando isso acontecer, seremos a maior empresa do mundo, e nosso plano de dominação global começa a entrar em vigor.
Tornaremos todas as pessoas tão dependentes de nós que governos e sociedades inteiras logo cairiam aos nossos pés. Todos os países seriam unificados em uma só nação, governada por nós. Para garantir nossa supremacia e não correr o risco de sermos sabotados, criaríamos um programa de vigilância constante para monitorar cada cm² da superfície da Terra e cada movimento de cada ser humano. Para não levantar suspeitas, utilizaríamos muito do artifício da propaganda para passar uma mensagem de fraternidade e progresso. Colocaríamos este programa à disposição gratuita ao largo público para que eles possam se monitorar voluntariamente também.
A esta altura, Romulo e eu seríamos os 2 homens mais poderosos que este planeta ja viu. Quando não houvesse mais nada a conquistar, eu, num golpe preparado, mataria-o e tomaria o trono só para mim. A esta altura ninguém poderia me deter.
Minha vítima, no entanto, voltaria como um zumbi para me matar, mas quando o fizesse, descobriria que na verdade aquele era meu gêmeo malvado. Eu estava, desde o começo da história, preso e amordaçado no porão da minha casa, sobrevivendo como um prisioneiro.
Wack Jaters tinha sido a mente maligna por trás de tudo.
Ao cabo da experiência, a Beagle ruiria, como um castelo de cartas de baralho, e o mundo seria livre novamente (ou não).
FIM
P.S.: Qualquer semelhança com nomes, logotipos ou empresas reais é mera coincidência.
P.S.2: Ou não.
Abraços,
Jack Waters
(O gêmeo bonzinho)
(Ou não)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Filosofia para todos!
Olá caros leitores, hoje venho mostrar um vídeo que eu achei na net que fala sobre filosofia, da uma ideia do que é a filosofia e tira aquela idéia de que filosofia é um monstro. Recomendoque vocês vejam este vídeo, ele é bem dinâmico e muito legal.
Espero que gostem!
Romulo
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Nada a declarar
Mais um vídeo que vale a pena ser assistido, confiram:
Sem mais, o cara disse tudo.
Sugerido pelo Falange.
Abraços,
Jack Waters
Sem mais, o cara disse tudo.
Sugerido pelo Falange.
Abraços,
Jack Waters
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Resenhas de Agosto
Saudações a todos. Vamos começar bem o mês com algumas sugestões bem legais que valem a pena ser conferidas.
1. Filme: Clube da Luta

Pra mim, este foi um dos últimos grandes clássicos do cinema, que ficará marcado por muitos e muitos anos. Clube da Luta, apesar do nome, não é um filme de pancadaria nua e crua. Trata-se de uma profunda análise do ser humano como ser social, das nossas ilusões de conforto, do consumismo, da propaganda, enfim, uma excelente crítica à vida moderna. O desenrolar da trama é fascinante e o final é, no mínimo, surpreendente. Um filme filosófico com alto teor de testosterona. Recomendadíssimo.
Melhor citação:
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história, sem propósito ou lugar. Não temos uma guerra mundial. Não temos a grande depressão. Nossa guerra é espiritual. Nossa depressão, são nossas vidas. Fomos criados pela TV para acreditar que um dia seriamos milionários e estrelas de cinema, mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato e estamos muito, muito putos.
2. Livro: A revolução dos Bichos

George Orwell é um dos meus autores preferidos e, neste genial livro, ele consegue demonstrar com maestria a formação de um Estado totalitário, desde a revolução até a dominação e submissão do povo, fechando um ciclo. Simples e curto, o livro faz uma analogia à Revolução Russa, em que cada bicho na fazenda representa uma camada social/política. O conceito é tão universal que se aplica a praticamente todos os líderes de grandes Estados, democráticos ou ditatoriais, populistas ou elitistas, de esquerda ou direita, de Getúlio ou Hitler.
Sua leitura é indispensável.
Frase Memorável:
Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.
3. Disco: A Farewell to Kings - Rush

O Rush é uma das bandas mais impressionantes que existem. Conseguem fazer com apenas 3 pessoas o que outras tantas bandas não fazem com 5 ou 6. Seu som é ao mesmo tempo cheio, coeso e distinto, agradável de escutar e suas letras são simplesmente magníficas. Confesso que foi muito difícil escolher apenas um álbum para fazer a resenha, mas creio que este seja um ótimo álbum para conhecer a banda.
O disco começa com um lindo dedilhado de violão na faixa título e vai progredindo ao longo das faixas, alternando entre passagens tranquilas, com ar filosófico e outras mais pesadas e velozes. A voz tranquila e única de Geddy Lee soa impecável e todos os instrumentos parecem se fundir num só, tamanha sincronia. Vale a pena conferir
Versos memoráveis:
Quando virarem as páginas da história
Quando estes dias já tiverem passado há muito tempo
Lerão sobre nós com tristeza
Pelas sementes que deixamos germinar ?
(...)
Cidades cheias de ódio
Medo e mentiras
Corações murchos e olhos cruéis e atormentados
Demônios conspiradores vestidos com roupas de rei
Massacrando a multidão
E zombando dos sábios
(...)
Será que não podemos levantar nossos olhos e recomeçar?
Será que não podemos encontrar as mentes
Que nos guiem para mais perto do coração?
Abraços,
Jack Waters
1. Filme: Clube da Luta

Pra mim, este foi um dos últimos grandes clássicos do cinema, que ficará marcado por muitos e muitos anos. Clube da Luta, apesar do nome, não é um filme de pancadaria nua e crua. Trata-se de uma profunda análise do ser humano como ser social, das nossas ilusões de conforto, do consumismo, da propaganda, enfim, uma excelente crítica à vida moderna. O desenrolar da trama é fascinante e o final é, no mínimo, surpreendente. Um filme filosófico com alto teor de testosterona. Recomendadíssimo.
Melhor citação:
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história, sem propósito ou lugar. Não temos uma guerra mundial. Não temos a grande depressão. Nossa guerra é espiritual. Nossa depressão, são nossas vidas. Fomos criados pela TV para acreditar que um dia seriamos milionários e estrelas de cinema, mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato e estamos muito, muito putos.
2. Livro: A revolução dos Bichos

George Orwell é um dos meus autores preferidos e, neste genial livro, ele consegue demonstrar com maestria a formação de um Estado totalitário, desde a revolução até a dominação e submissão do povo, fechando um ciclo. Simples e curto, o livro faz uma analogia à Revolução Russa, em que cada bicho na fazenda representa uma camada social/política. O conceito é tão universal que se aplica a praticamente todos os líderes de grandes Estados, democráticos ou ditatoriais, populistas ou elitistas, de esquerda ou direita, de Getúlio ou Hitler.
Sua leitura é indispensável.
Frase Memorável:
Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.
3. Disco: A Farewell to Kings - Rush

O Rush é uma das bandas mais impressionantes que existem. Conseguem fazer com apenas 3 pessoas o que outras tantas bandas não fazem com 5 ou 6. Seu som é ao mesmo tempo cheio, coeso e distinto, agradável de escutar e suas letras são simplesmente magníficas. Confesso que foi muito difícil escolher apenas um álbum para fazer a resenha, mas creio que este seja um ótimo álbum para conhecer a banda.
O disco começa com um lindo dedilhado de violão na faixa título e vai progredindo ao longo das faixas, alternando entre passagens tranquilas, com ar filosófico e outras mais pesadas e velozes. A voz tranquila e única de Geddy Lee soa impecável e todos os instrumentos parecem se fundir num só, tamanha sincronia. Vale a pena conferir
Versos memoráveis:
Quando virarem as páginas da história
Quando estes dias já tiverem passado há muito tempo
Lerão sobre nós com tristeza
Pelas sementes que deixamos germinar ?
(...)
Cidades cheias de ódio
Medo e mentiras
Corações murchos e olhos cruéis e atormentados
Demônios conspiradores vestidos com roupas de rei
Massacrando a multidão
E zombando dos sábios
(...)
Será que não podemos levantar nossos olhos e recomeçar?
Será que não podemos encontrar as mentes
Que nos guiem para mais perto do coração?
Abraços,
Jack Waters
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Um dia na vida
Um dia na vida todos paramos para pensar em tudo que já nos aconteceu: nossos amigos, nossos problemas, nossas famílias, nossas conquistas, nossos amores, enfim, nossa história. Contamos piada, damos risadas com as merdas do passado, engrandecemos os fatos e relembramos os bons tempos que se foram.
Um dia na vida nos damos conta que estamos ficando velhos, rotineiros, banais, cotidianos, cansados. Pensamos mais no trabalho do que na diversão, mais no futuro do que no atual, mais na morte do que na vida; queremos casar, fazer filhos, criá-los, envelhecer e ter netos; almejamos a vida eterna e os prazeres espirituais; ficamos mais sábios.
Um dia na vida compreendemos como somos insignificantes diantes da imensidão do universo ou mesmo do nosso próprio planeta; descobrimos que sabemos agora menos da metade das coisas que julgávamos saber na juventude e que jamais conheceremos todas as respostas para as tantas questões. Aliás, analisamos que não são as respostas que movem o ser humano, mas as perguntas; temos sede do saber.
Um dia na vida percebemos que passamos tempo demais preocupados com contas a pagar e coisas a comprar e tempo de menos nos questionando quem somos e como podemos ser cada vez melhores, se estamos no caminho que sempre sonhamos seguir e se nos tornamos aquilo que sempre desejamos ser; lembramos que um tênis é apenas um tênis, não importa a marca e que o nosso caráter não será medido pelo valor do nosso carro ou jóias.
Um dia na vida imaginamos como tudo seria diferente se algum evento minúsculo no passado nunca tivesse acontecido. Se não tivesse chovido aquele dia em que oferecemos uma "carona" sob o guarda-chuva para aquela que viria a ser nossa futura esposa ou então aquela viagem de um fim de semana em que conhecemos nosso melhor amigo; algumas tragédias que mudaram o rumo de vários amigos e famílias ou planos que não deram certo. Como tudo teria sido diferente...
Um dia na vida concluímos que o mundo é muito maior do que o que vemos na televisão e nos livros e que nosso espírito clama para que o desbravemos. Conhecemos novas culturas e refletimos mais sobre a nossa própria; comparamos gostos, pratos, estilos, folclores, crenças e rituais, até chegarmos ao ponto de abandonar antigos preconceitos que estavam encrustrados em nossa personalidade desde a infância.
Um dia na vida...percebemos que ainda temos muito o que viver e aprender.
Abraços,
Jack Waters
Um dia na vida nos damos conta que estamos ficando velhos, rotineiros, banais, cotidianos, cansados. Pensamos mais no trabalho do que na diversão, mais no futuro do que no atual, mais na morte do que na vida; queremos casar, fazer filhos, criá-los, envelhecer e ter netos; almejamos a vida eterna e os prazeres espirituais; ficamos mais sábios.
Um dia na vida compreendemos como somos insignificantes diantes da imensidão do universo ou mesmo do nosso próprio planeta; descobrimos que sabemos agora menos da metade das coisas que julgávamos saber na juventude e que jamais conheceremos todas as respostas para as tantas questões. Aliás, analisamos que não são as respostas que movem o ser humano, mas as perguntas; temos sede do saber.
Um dia na vida percebemos que passamos tempo demais preocupados com contas a pagar e coisas a comprar e tempo de menos nos questionando quem somos e como podemos ser cada vez melhores, se estamos no caminho que sempre sonhamos seguir e se nos tornamos aquilo que sempre desejamos ser; lembramos que um tênis é apenas um tênis, não importa a marca e que o nosso caráter não será medido pelo valor do nosso carro ou jóias.
Um dia na vida imaginamos como tudo seria diferente se algum evento minúsculo no passado nunca tivesse acontecido. Se não tivesse chovido aquele dia em que oferecemos uma "carona" sob o guarda-chuva para aquela que viria a ser nossa futura esposa ou então aquela viagem de um fim de semana em que conhecemos nosso melhor amigo; algumas tragédias que mudaram o rumo de vários amigos e famílias ou planos que não deram certo. Como tudo teria sido diferente...
Um dia na vida concluímos que o mundo é muito maior do que o que vemos na televisão e nos livros e que nosso espírito clama para que o desbravemos. Conhecemos novas culturas e refletimos mais sobre a nossa própria; comparamos gostos, pratos, estilos, folclores, crenças e rituais, até chegarmos ao ponto de abandonar antigos preconceitos que estavam encrustrados em nossa personalidade desde a infância.
Um dia na vida...percebemos que ainda temos muito o que viver e aprender.
Abraços,
Jack Waters
domingo, 2 de agosto de 2009
De volta aos trilhos
É isso aí, pessoal, as férias acabaram e agora é hora de voltar ao trabalho. Chega de viajar, acordar tarde, dormir de madrugada, ficar o dia todo à toa, visitar os amigos distantes, dedicar o tempo para organizar a casa ou começar novos projetos. Nada disso! Agora é retornar à rotina chata e estressante do período letivo, do trabalho, da vida doméstica, com a alma lavada e a mente fresca para encarar o trânsito pesado, o professor/patrão enjoado, a falta de sono, os horários, as contas atrasadas, as provas da escola...
A todos os que, como eu, tiveram a oportunidade de aproveitar bem as 2 semanas que tiveram de folga (mesmo sem viajar), o retorno ao contato social cotidiano, no entanto, pode ser uma aventura prazerosa. É legal rever os bons colegas de trabalho/colégio/faculdade, colocar as idéias em dia, aproveitar o turbilhão da vida moderna para colocar em prática os planos feitos durante as férias (começar um regime, frequentar uma academia, escrever um romance, estudar matemática, organizar o escritório...), enfim, nem sempre o fim das férias quer dizer o fim da diversão.
Se nada disso servir para elevar os ânimos, então basta pensarmos que as férias de dezembro já estão logo adiante, só faltam 4 meses e contando...
3 meses, 29 dias, 23:59:59...
3 meses, 29 dias, 23:59:58...
3 meses, 29 dias, 23:59:57...
Abraços,
Jack Waters
3 meses, 29 dias, 23:59:50...
A todos os que, como eu, tiveram a oportunidade de aproveitar bem as 2 semanas que tiveram de folga (mesmo sem viajar), o retorno ao contato social cotidiano, no entanto, pode ser uma aventura prazerosa. É legal rever os bons colegas de trabalho/colégio/faculdade, colocar as idéias em dia, aproveitar o turbilhão da vida moderna para colocar em prática os planos feitos durante as férias (começar um regime, frequentar uma academia, escrever um romance, estudar matemática, organizar o escritório...), enfim, nem sempre o fim das férias quer dizer o fim da diversão.
Se nada disso servir para elevar os ânimos, então basta pensarmos que as férias de dezembro já estão logo adiante, só faltam 4 meses e contando...
3 meses, 29 dias, 23:59:59...
3 meses, 29 dias, 23:59:58...
3 meses, 29 dias, 23:59:57...
Abraços,
Jack Waters
3 meses, 29 dias, 23:59:50...
Assinar:
Postagens (Atom)

