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sexta-feira, 2 de março de 2012

Sentimento e Vida!

Sempre pensei nos meus sentimentos como alguma coisa muito inexplorada, de fato os nossos sentimentos são coisas inexploradas que o nosso corpo experimenta sem mesmo nos deixar saber se queremos ou não. Tenho tido muitas experiências com sentimentos no passar dos anos, mas isto não é uma novidade não é? Afinal de contas todos nós sentimos!

Ultimamente tenho visto que os sentimentos fazem grande diferença em nossas vidas! Fazem diferença naquilo que somos e em nossas escolhas e no que nos transformamos. Passei por muitas experiências ultimamente, muitas boas e muitas ruins... fiz um curso de meditação que abriu muito minha visão sobre os sentimentos e tudo que eles fazem para o nosso corpo e nossa alma.

Agora eu vejo que não existe nada melhor para nossa vida do que viver com a aquela felicidade nos guiando para novas coisas e boas coisas. Por muito tempo fui revoltado com as coisas que aconteciam... vivia dependendo do que acontecia ao meu redor. Hoje eu aprendi que não devemos viver baseado no ambiente que nos cerca, devemos viver baseado no que sentimos, fazendo isto seremos mais felizes e vamos conseguir atrair muitas coisas boas para nós.

Uma dica para todos que lerem... meditação é uma coisa muito boa para o corpo, alma e mente! Abre nossa visão do que somos, e nos faz começar a entender melhor aquela pergunta que eu por muito tempo tentei responder em termos filosóficos que seria: "Quem sou eu?"... afinal de contas ninguém conhece você mais do que você!

Mais um post louco da minha cabeça confusa! =)


Romulo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

De volta aos pensamentos

Olá,

Hoje eu resolvi voltar a escrever por aqui. Sei que meus posts eram sempre bem confusos mas que pelo menos diziam alguma coisa as vezes. Sempre que puder e tiver uma inspiração vou escrever por aqui.

Vamos lá...


Vocês conhecem o mito da caverna? para os que não conhecem segue o link aqui.

Por muito tempo eu achei que tinha saindo desta caverna e por uma acaso eu tinha saído desta caverna sim, mas por um momento da minha vida eu voltei para esta caverna, vivendo uma vida sem questionamentos e com pensamentos que eram apenas aceitos como verdadeiros e processados pela minha mente como se fosse um molde de como eu deveria viver.

Muitas vezes eu tentei sair desta situação, mas estava envolto a um bloqueio, mas eu não sabia disto. Mas por sorte pouco tempo atrás eu consegui perder este bloqueio e comecei a me questionar o como eu estava vivendo e quais eram meus objetivos. Acabei achando o caminho para sair da caverna.

Agora quero dizer para vocês que viver uma vida com objetivos definidos pelos outros não é viver uma vida. Estamos todos tentando alcançar objetivos comuns, alcançar objetivos que foram determinados pelos outros, não quero falar sobre os objetivos, mas eu quero deixar você refletir nos seus objetivos, pense um pouco no porque você realmente quer alguma coisa, será que vale apena fazer mal aos outros ou mesmo fazer mal a si mesmo para alcançar um objetivo que muitas das vezes vai somente lhe trazer felicidade momentânea?

Reflita sobre o que você quer, será que realmente é o que você que? Ou alguém falou para você que é isto que você quer?


Como sempre meio confuso, se alguém discordar de alguma coisa é só escrever ai.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O fim..

"Agora sem verão, os sonhos se degeneram em solidão,
o destino insiste em lhe perseguir e assim diante da sua história,
os momentos vividos continuam em prece até o dia de partir,
e assim que a noite terminar verá que sua vida não foi em vão,
porém se não consegue resistir ao enclaustro nesta bela manhã,
é porque a misericórdia não existe, o amor não conseguiu vencer,
os pássaros não mais se encontram e as flores lacrimejam até o final
da sua melancolia para assim ao crepúsculo adormecerem..."

Gustavo Amariz.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Voltando para casa...

Saudações, pessoal.
Como vocês puderam notar, o blog ficou inativo por uns tempos, por causas diversas que explicarei em detalhes em breve. As férias estão acabando, assim com as minhas andanças por este país gigantesco, que não se cansa de me surpeender mais e mais. Neste momento, estou numa lan house em algum canto do Rio Grande do Sul, carregado de novas idéias e experiências para compartilhar.

Para quem não está ligado nas notícias, está acontecendo (na verdade, hoje é o último dia) o 10º Forum Mundial Social, em Porto Alegre/RS. Trata-se de um grande evento anual que reúne pessoas do Brasil inteiro e até de outros países para uma série de debates sobre diversos temas sobre nosso tempo, como o desenvolvimento sustentável, as novas tendências da educação mundial, do trabalho e muito mais. É bem legal, vale a pena conferir. Nas cidades onde estão ocorrendo as conferências, aqui no RS, vários acampamentos foram armados pelas pessoas que vieram de fora para participar do evento e estão rolando shows de várias bandas locais de graça.

No dia que eu fui - cujo tema era a "luta pela verdade", que consistia num pedido para a liberação dos documentos da época da ditadura militar, em que muita gente foi presa e torturada e até hoje não se tem mais notícia dos desaparecidos - teve até um cover do Chico Buarque, que reproduziu com maestria as músicas compostas por ele nos anos de chumbo e de censura. Uma grande homenagem foi feita a todos os heróis nacionais que lutaram contra um regime ditatorial brutal e sanguinário, que são responsáveis pela nossa liberdade e pela nossa democracia (por mais falha que seja) e que, infelizmente, foram deixados de lado na memória da nossa sociedade.

É isso. Em breve estarei a caminho de casa, onde poderei finalmente organizar os pensamentos e atualizar o blog com maior frequência. Por ora, estou aproveitando os dias finais da minha viagem e registrando grandes momentos no celular (assim que estiver no meu pc, publicarei algumas fotos aqui). Tempo expirando na lan, hora de ir embora.

Para quem se interessar em conferir o que aconteceu nesses 7 dias do Forum, acesse o site: http://www.forumsocialmundial.org.br/


Abraços a todos,

Jack Waters

domingo, 22 de novembro de 2009

Quem?

"Sinceridade no berço de quem vê,
amabilidade no peito de quem chora,
hostilidade na natureza de quem não canta,
sinos da verdade e tambores da mentira,
quem poderá vencer essa batalha?"

Gustavo Amariz

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Contagem regressiva

Gostaria de começar pedindo, novamente, sinceras desculpas pela minha ausência durante este mês. Definitivamente não estou com muito tempo para nada além de trabalhar e estudar. Faltam menos de 20 dias para o primeiro da série de vestibulares que enfrentarei nos próximos meses e resolvi aproveitar o pouco tempo que me resta para fazer um "intensivão" de estudos.

Inlusive, só estou escrevendo agora porque fiz uma pausa depois de quase 3 horas ininterrumptas estudando História e literatura, apenas para me preparar para mais 2 horas de história e física. Até faltei aula do curso para ter tempo de descansar e rever o conteúdo dessas matérias. Enfim, está um sufoco, mais creio que conseguirei fazer uma boa prova (torçam por mim).

Falando agora de coisas boas, ando tendo experiências muito interessantes nos últimos tempos, que infelizmente ainda não pude relatar com detalhes, por falta de tempo. Recentemente recebi a proposta de um amigo para tocarmos no quiosque de um outro amigo nosso, eu na guitarra e ele cantando. Animei-me com a idéia. Faz muito tempo que ando mesmo querendo tocar com alguem, montar uma banda de garagem. Este pode ser o primeiro passo. Tudo certo, só falta decidirmos o repertório e ensaiarmos.

De fato, este ano me foi bastante construtivo e divertido, e o melhor ainda está por vir. Imagino as aventuras que me aguardam nas andanças que farei pelo país nos próximos 3 meses, indo a shows e a provas, conhecendo novas cidades e culturas e encontrando pessoalmente os amigos de longa data da internet. Tenho boas expectativas quanto a isso.

Acho que posso me acostumar com essa vida rock 'n roll, viajando por aí sem muita grana, sem muitos planos e sozinho, apenas com uma mochila nas costas e várias idéias na cabeça. Quem sabe até descolando uma grana tocando em barzinhos, conhecendo uma galera legal, criando, de fato, uma banda, vivendo para a música e a filosofia.

Por enquanto são sonhos a serem perseguidos e acho que estou no caminho certo. Ano que vem será decisivo caso eu passe em algum vestibular e preciso me preparar para as mudanças que virão. Até lá, muito estudo na cabeça e rock no coração.

Bem, é hora de voltar aos livros!

Obrigado a todos pela compreensão e paciência.

Abraços,

Jack Waters

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Realidade é Complexidade

Olá meus caros leitores, mais uma vez venho pedir a atenção a vocês para mais uma viajada. Hoje irei falar de um assunto que despertou meu interesse na filosofia, eu espero que as pessoas que lerem este post também tenham o mesmo entendimento que eu tive quando respondi a uma determinada pergunta. Vou falar qual é a pergunta mais eu quero que todos que lerem este blog pensem sobre esta pergunta antes de responder:

O que é a realidade?

Pensaram sobre esta pergunta, esta é uma pergunta muito difícil de ser respondida, mas que uma das únicas pessoas que responderam esta pergunta foi o Raul Seixas com a seguinte frase:

“Sonho que se sonha só é um sonho
Sonho que se sonha junto é realidade.”

Muito interessante esta respostas, agora vou falar o meu conceito de realidade. Lembro-me de que a primeira pessoa que me fez esta pergunta foi o Jack e eu respondi que real seria aquilo que nós poderíamos tocar ou ver, mas agora eu não vejo que esta é uma resposta válida.

Eu acho que a realidade esta em nossas mentes, nós criamos a realidade, nada é real se nós não formos reais e se nada e real não existimos. É uma coisa um pouco sem lógica, mas esta é a respostas que expressa o verdadeiro significado de realidade para mim, eu sei que ainda não esta bem definido, mas eu estou caminhando para tentar compreender este conceito, por isto tenho falado bastante de realidade nos meus posts.

Cada coisa que acontece no dia a dia é um reflexo de nossas mentes, se nossas mentes não criarem estes fatos que acontecem todos os dias, seja direta ou indiretamente, estes fatos não aconteceram, não sei se estou certo, mas a realidade é de uma complexidade tamanha, mas não consegue ultrapassar seu conteúdo.

Eu sei que eu não falei nada com nada neste post mas eu na verdade coloquei este post, pois eu queria chamar as pessoas a algumas questões que parecem pequenas e que merecem total atenção.

Romulo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tédio e Rotina?

Caros amigos leitores, hoje vamos viajar mais um pouco. Quero refletir com vocês hoje sobre a um assunto que me da muito medo. Tédio e Rotina. Eu estou passando por um momento em que minha vida esta caindo na rotina, esta rotina que mais parece um labirinto sem fim, que quando você entra a porta se transforma em parede e você não tem mais saída.

A cada dia eu reflito sobre muitos assuntos, penso que não sou nada comparado com esta imensidão que é o mundo, penso sobre religião e ciência, penso nas burrices da humanidade e toda a sua ignorância. Tento fugir deste labirinto que é a rotina tediosa. Eu acho que o único momento em que eu consigo fugir desta rotina é no momento em que amo, pois a partir dali eu vejo que tudo pode ser diferente.

Vejo pessoas vivendo em seus labirintos e que nem se quer viram a próxima direita, não sei se é por medo ou por ser mais fácil viver assim. Eu tenho medo deste sentimento tomar conta da minha mente, quero ter a mente livre para pensar e para viver. Mas por enquanto estou preso neste imenso labirinto e tenho esperança de que um dia a porta se abrirá na minha frente e eu sairei dele.

Tento achar respostas ou mesmo dicas em musicas e também em textos filosóficos mas não acho, o que me resta é esperar e tentar não ficar acomodado e com medo de virar a próxima direita.

Espero que tenha sido um texto legal, o pessoal já deve estar acostumado com meu modo confuso de pensar e meu modo de escrever. Não sei se o que eu escrevi faz sentido para alguém, mas pelo menos eu tento expressar meu sentimento parece que tirei uma coisa que estava entalada na minha garganta.

Obrigado a todos que leem este blog e não se esqueçam de votar no blog!

Romulo

sábado, 31 de outubro de 2009

Novo momento

Olá caros leitores, hoje vamos viajar um pouco. Eu estou passando por uma época muito anos 70, 80 e 90, não sei porquê todos me recriminam por gostar das musicas desta época. Mas eu acho que eu ouço o que eu quero quando eu quero, se eu não atrapalhar ninguém então ta tranquilo.

Muitas vezes vejo pessoas nesta sua vida cotidiana(oh! Cotidiano, como eu tenho medo desta palavra) o conformismo é um retrato de toda nossa sociedade. Eu vejo os cantores dos anos 70, 80 e 90, podemos ver sua mente criativa. Eu conclui que nossa década é consequência das anteriores, eu prefiro nem falar do Rock nacional que está uma porcaria. Nada que chegue ao nível de Cazuza, Legião e Raul.

Todos os dias eu penso em como seria nossa década se nós fossemos mais ativos, estão acontecendo várias coisas no mundo e nós estamos aqui vivendo nossa pequena esfera de vidro, que não nos deixa ver o que está lá fora, mesmo por covardia não queremos ver nada do que está nos esperando. Porque temos que receber as coisas pré-definidas se nós podemos criar nossas coisas? E o mais importante PODEMOS CRIAR NOSSOS PRÓPRIOS PENSAMENTOS. Podemos criticar sem medo. Como dizia Raul Seixas:

"Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos."

Gente vamos acordar para a vida, estamos muito parados, temos que viver de verdade a vida, estamos vivendo ilusões, hoje em dia eu não acredito mais em ninguém, quando falo isso as pessoas acham que sou louco, mas "Eu não sou louco, é o mundo que não entende minha lucidez.".

Eu viajei bastante, mudei muito de objetivo do texto, porque na verdade eu não tinha um objetivo concreto sobre o que eu ia escrever e deu nisso ai. Eu acho que eu estou ouvindo Raul demais.

Para os que gostaram ouçam a musica Ouro dos Tolos do Raul. Um grande abraço para todos.

Romulo

domingo, 11 de outubro de 2009

Cartas para o bem

Não importa se essas cartas são para amores mal resolvidos,
amores mal compreendidos ou despedidas sinceras,
proferir algo relativamente positivo
pode vir a ser de distinto valor,
o quão natural a natureza nos exprime seus talentos,
o quanto agradável é a relevância dos sentimentos humanos,
o quanto se é perdido em horas de desprezo mútuo,
a razão do objeto de desejo perdido sem qualquer noção,
o intuito de amar o que nos pertence em detrimento à razão,
o quão vigorosa é a adolescência vivida hoje
e nunca esquecida a rebeldia de um tempo fugaz,
a liberdade presente na alma sagaz de um anjo envaidecido,
entender a lógica da existência sustentada em um plano divino
rege - nos ao paladar esplendido de esperança e paixão,
viver em harmonia, harmonizando com o tempo,
admirando a calmaria dos mais belos mares
e a fertilidade de solos humíferos,
abraçando todas as possibilidades de carinho juvenil,
ao simples de coração e aos muitos de sofrimento passageiro,
a pedra fundamental da fraternidade lhe é concebida,
aos demais, isto são apenas cartas para o bem.


Gustavo Amariz.

sábado, 10 de outubro de 2009

Legião!!!

Olá caros leitores, depois de muito tempo volto aqui mais uma vez para dividir um pouco dos meus pequenos pensamentos confusos. Hoje irei falar de uma banda que eu gosto muito e fico triste por ter acabado.

Legião Urbana

Eu queria não apenas mostrar uma letra, mas sim várias, ou mesmo as que eu acho mais importantes, ouvir legião urbana pelo menos para mim soa como uma terapia, é difícil até de falar, mas as vezes da aquela impressão de que para cada momento em que estejamos vivendo tem uma música do legião esperando.

Vamos ao primeiro trecho de uma música deles:

"Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então."

Gênial, não preciso falar nada sobre esta música, para quem não conhece é a música Metal Contra as Nuvens. Nos ensina uma lição boa para enfrentar-mos a vida.

Outra musica:

"Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim..."

Lendo com bastante atenção podemos ver muitas frases lindas que nos fazem refletir sobre o que achamos do mundo ao nosso redor. Para quem quiser ouvir a musica é Andréia Doria.

Aqui vem uma quentinha(:P):

"Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém..."

Isso é simplesmente o que a maioria das pessoas tentam fazer, mas não são muito felizes. Essa musica é Quase Sem Querer.

Espero que tenham gostado pois, legião é muito bom para quem quer dar uma relaxada e ouvir uma musica boa.

Romulo

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PQP! (Ou "quando tudo começa a dar errado")

É incrível a capacidade que as circunstâncias têm de mudar completamente o rumo de sua correnteza de uma hora pra outra, arrastando tudo consigo. Os planos cuidadosamente arquitetados durante meses vão por água abaixo e se não houver um plano B para uma fuga rápida e ardilosa, fim de jogo. É mais ou menos o que estou vendo que vai acontecer comigo. Sabe aquela aquela sensação chata que costumamos ter quando estamos prestes a nos ferrar bonito? Pois é, é bem isso.

Adiaram o Enem por conta da incompetência do governo e das autoridades de garantir a segurança das provas, o que motivou algum indivíduo - cuja mãe exerce a profissão mais antiga do mundo - a fraudar o sistema e a liberar as questões antes da hora. Como consequência, os mais de 4 milhões de inscritos (eu incluso) terão que esperar mais 45 dias (alguns já disseram 60) para fazer o exame, o que vai atrasar ainda mais o resultado e fazer com que muitas universidades mudem seu calendário de provas ou desconsiderem o Enem este ano. A proposta do vestibular unificado acabou se tornando uma piada de mau gosto.

Por um lado isso veio a beneficiar os estudantes, que agora terão mais tempo para estudar, além de poderem baixar o conteúdo da prova que seria aplicada neste fim de semana, eliminando o efeito surpresa do novo Enem. No entanto, com a prova remarcada para meados de novembro, a data pode coincidir com o vestibular de alguma universidade ou então cair num intervalo muito pequeno de tempo entre vestibulares, o que vai complicar exponencialmente a vida dos que farão os exames.

- Houston, we have a problem!

Para mim, além do risco de perder alguma prova por conta do enem, há também o enorme problema de este cair no fim de semana do show do AC/DC, que pretendo ir. Pra piorar a minha situação, fui comprar meu ingresso pelo site da ticketmaster assim que começaram as vendas (porque eu sabia que iam vender como água, como de fato aconteceu) e acabei tendo problemas com a transação, de forma que não sei o que aconteceu ou acontecerá com o meu ingresso que estava reservado, já que está impossível entrar em contato com a administração do site e, pelas últimas notícias, os 65.000 ingressos para o show já se esgotaram em menos de 48h (e isso ainda não é nada perto do meio milhão de ingressos que a banda vendeu em apenas 11 minutos na Austrália).

Enfim, cheguei ao ponto sublime em que a gente para e observa tudo ao redor, para então chegar à brilhante conclusão: FUDEU!! FALHA GERAL NO SISTEMA!!

A menos que eu consiga, com a ajuda de almas caridosas que são meus amigos (a quem eu devo enormemente), contornar esta situação, há uma grande chance de que eu perca o show, o enem e/ou um dos vestibulares que pretendo fazer, tudo por causa de uma complicação na antevéspera de um evento decisivo (um efeito borboleta).

O jeito agora é aguardar o desenrolar do drama e torcer por um final feliz, aproveitando o tempo extra para estudar mais ainda.

Abraços,

Jack Waters

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tempo de mudanças

Saudações, pessoal. Faz muito tempo desde a última vez que nos encontramos e gostaria de avisar que o blog não está morto, apenas passando por um período de recesso ocasionado pelas iminentes provas de vestibular (pra mim) e de faculdade (para o Rômulo - que ainda está sem pc - e para o Gustavo). Tenho andado afastado da net como um todo este mês para estudar mais e me dedicar à minha vida real, o que me rendeu novas aventuras e idéias, que pretendo detalhar futuramente. Por enquanto, nessas visitas esporádicas ao mundo virtual, aproveito para dar notícias aos leitores que acompanham o PP.

Nos últimos tempos tenho andado bastante por aí, viajando sempre que surge uma oportunidade legal (entenda: ir a algum lugar perto, gastando o mínimo possível) e conheci paisagens incríveis, costumes peculiares e pessoas interessantes; também reforcei os laços com meus amigos mais próximos e de longa data, ao mesmo tempo que fiz novas amizades; desenvolvi assustadoramente minha técnica na guitarra apenas dedicando a ela um tempinho todos os dias (o tempo que antes eu gastava na frente da tela do pc) e reservei um tempo aos finais de semana para assistir a vários filmes antigos e fascinantes de ficção científica (afinal, eu não deixei de ser nerd).

É incrível quando paro para repassar mentalmente tudo o que me aconteceu no período de pouco mais de um mês. Tantas loucuras e experiências, expectativas e realizações, que me fazem pensar em todas as tantas outras oportunidades que perdi ao longo de todos esses anos e nas que ainda estão por vir.

Na estrada para Alegre/ES

Não me arrependo da vida que levei, mas entendi que é hora de mudar. Estou estudando e trabalhando para dar um novo rumo ao meu destino enquanto ainda sou jovem e não "estacionei" na vida. Agora é cabeça erguida e braços abertos ao mundo!

E sobre a minha "turnê" por Minas Gerais(leia aqui), mudei alguns planos. Não apenas irei sozinho e com pouca grana a uma cidade totalmente desconhecida, mas a várias! E a primeira parada é São Paulo, onde haverá uma apresentação única do AC/DC no Brasil, e com certeza eu não posso perder! O evento ocorrerá apenas 2 dias antes da minha primeira prova de vestibular, com uma distância de 300km entre as 2 cidades, então já devem imaginar a correria que eu vou ter nessa data para dar tempo de realizar um sonho - ir a um show de uma das bandas que eu amo - e lutar pelo meu futuro (ficou poético isso, não?). Torçam por mim!

Enfim, despeço-me e aviso que talvez o blog fique sem atualização por mais uns dias, pois falta apenas uma semana para o ENEM e eu vou estudar feito um condenado. Agradeço novamente a todos os que nos visitam e peço desculpas por qualquer transtorno causado.

Abraços,

Jack Waters

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Indo pra Esbórnia

Saudações, pessoal. Vim informar que neste fim de semana não devo dar as caras, pois vou visitar um amigo que está morando em outra cidade e que me convidou para uma festa da calourada da universidade dele. Como todos sabem, esse tipo de festa (universitária) é regrada por muito estudo, erudição, diálogos e reflexões profundas sobre diversos assuntos e com certeza eu não posso perder!

Placas de aviso serão devidamente posicionadas para garantir a segurança dos estudantes

Estou certo de que haverá palestras, visitas à biblioteca (não necessariamente para ver os livros...) e todo tipo de atividade de cunho educativo que proporcionarão um fim de semana de intenso aprendizado e de edificantes experiências; quase um nirvana filosófico.

Então, para os amigos que acompanham o blog não ficarem na mão, deixarei programada uma postagem para domingo, em que apresento o conceito da minha próxima aventura de rpg (que comentei no artigo O que é rpg?).

Espero que o fim de semana seja proveitoso a todos.

Abraços,

Jack Waters

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O que é RPG?

Dia desse, um amigo me perguntou porque a grande maioria dos jogadores de RPG que ele conhece (eu incluso) se interessam pela área de humanas (nos cursos de faculdade). Esse meu amigo não joga e tem curiosidade em aprender. Achei a pergunta muito interessante e dei uma resposta, baseada nas minhas experiências como jogador e amante da filosofia, que considero relevante compartilhar.


Antes de tudo, é importante salientar que o rpg não é um jogo de assassinos ou adoradores de algum demônio; não envolve apostas e não há vencedores ou perdedores. R.P.G. - sigla em inglês para Role Playing Game (Jogo de interpretação de papéis) - é, como o próprio nome diz, um jogo de interpretação, em que um grupo formado por jogadores e um narrador se reúnem para se divertir usando a imaginação.

Os jogadores criam para si personagens, desde seus traços físicos até sua personalidade, suas peculiaridades e sua história e o narrador cria todo um mundo ao redor dessas personagens, descrevendo os eventos que acontecem e as consequências de suas ações.

É, em suma, como um teatro ou um filme imaginário, em que cada um é livre para fazer o que quiser dentro de um mundo de fantasia, inteiramente responsáveis por seus atos.

Exemplo simples:

Narrador: Você acorda em sua cama com um estrondo ensurdecedor vindo de algum lugar próximo de sua casa.

Jogador: Eu me levanto depressa, assustado, e vou até a janela dar uma olhada ao redor.

N.: Seus olhos doem por alguns segundos devido à claridade, mas depois de alguns segundos você enxerga, ao longe, um caminhão batido contra um poste. Faça um teste de percepção.

*O jogador rola os dados e obtém sucesso*

N.: Beleza, você vê, dentro da cabine do caminhão, que o motorista está desacordado, caído sobre o volante.

J.: Eu pego meu celular e ja vou correndo até o lugar, ligando para os bombeiros.

N.: Enquanto você corre até o local, alguns curiosos começam a se aglomerar ao redor do acidente. Ao chegar, alguns o olham com o celular na mão, apreensivos. Todos parecem horrorizados com a cena. Uma velhinha abafa o grito com a mão.

J.: Como está o motorista?

N.: Agora, de perto, você vê que ele tem um ferimento na cabeça que está sangrando feio. Fora isso, tudo bem...

(...)

Através daí, a aventura vai se desenrolando. A essência de todo rpg está na história, na imaginação e na interpretação. Os sistemas de regras variam, mas o núcleo é o mesmo. Não se trata de vencer ou perder, mas de jogar, de buscar soluções para problemas, de se aventurar, de lidar com obstáculos e com o inesperado; de interagir, de dialogar, enfim, de se divertir.

As possibilidades são praticamente infinitas: É possível jogar em qualquer época, mundo e contexto que se possa pensar, sem compromisso com a verossimilhança. Você pode ser um cavaleiro medieval, um desbravador do espaço, um investigador da polícia, um jovem e brilhante estudante de economia, enfim, o que quiser.

Penso que o motivo de grande parte dos jogadores flertar com a área de humanas - seja com intuito de cursar uma faucldade ou simplesmente se interessar por ler livros de sociologia, psicologia, filosofia e outras - esteja no fato de que o rpg estimula a criatividade, a amizade, a redação (muitas vezes os jogadores escrevem a história de seus personagens), o gosto pela história, o raciocínio lógico e filosófico e o comportamento humano.

Basicamente é isso. A todos os que se interessam em jogar mas, por algum motivo, tem medo, sugiro que deixe o preconceito de lado e experimente. É bem mais simples, divertido e inofensivo do que parece.

Em breve, publicarei o roteiro de uma aventura que estou planejando narrar para o meu grupo. Até lá!

Abraços,

Jack Waters

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O pequeno grande homem

Quem nunca assistiu a um filme de Charlie Chaplin não sabe que perde a grandiosidade e genialidade de um dos maiores mestres do cinema de todos os tempos.

Mesmo com a limitada tecnologia da época, seus filmes ainda encantam e inspiram os dias atuais e seu humor e idéias já foram incansavelmente reproduzidos e homenageados ao longo de quase um século. Com simplicidade, criatividade e maestria, Chaplin cativou milhões de pessoas. Sua personagem era carismática e seus roteiros, geniais.

Além de um excelente ator, ele tambem era produtor, diretor, roteirista e compositor da trilha sonora de seus filmes. Um cineasta completo. A seguir, um trecho que ficou mundialmente famoso de seu filme O Grande Ditador:



Neste filme, Chaplin faz uma ironia com o nazismo. Ao final, o protagonista (que era um judeu pobre) é confundido com o Grande Ditador (analogia a Hitler) na ocasião em que este faria um discurso sobre a conquista de um novo território. O judeu, então, discursa em seu lugar.

É isso aí, pessoal. Deixem o preconceito contra filmes em preto e branco de lado e vamos assistir aos clássicos!

Abraços,

Jack Waters

P.S.: Como alguns notaram, o blog está sendo pouco atualizado nos últimos dias. Isso se deve ao fato de eu estar com alguns problemas pessoais e o pc do Rômulo ter dado defeito. Esperamos normalizar as atividades em breve.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

S.O.S / S.U.S

Saudações, pessoal. Gostaria de me desculpar pela minha ausência mais uma vez. Como disse anteriormente, estava resolvendo uns problemas de saúde, mas já estou melhor. Minha mesa está cheia de remédios espalhados, que terei de tomar por mais alguns dias, mas fora isso, tudo bem. Felizmente não precisei ser internado.

Aproveitei este meio tempo em que fiquei ocioso para colocar alguns pensamentos em dia, fazer algumas observações, conversar com pessoas. Estive em alguns centros de saúde, procurando um otorrinolaringologista (eu consigo falar essa palavra sem gaguejar. Sério!) - que é um médico de garganta, nariz e ouvidos - que pudesse dar um jeito nos congestionamentos constantes do meu nariz que estão me incomodando bastante na hora de dormir.

Em minha busca, notei algumas disparidades muito grandes entre o sistema público e o particular. Não me refiro ao óbvio: instalações não muito confortáveis, longa fila espera, médicos nem sempre disponíveis... O problema é a burocracia pra ser atendido.

Quando cheguei ao posto de saúde do SUS, havia uma fila grande de pessoas pra tirar a carteirinha. Como não sabia o que era preciso pra pegar uma pra mim, perguntei ao rapaz que estava atendendo por ali e descobri que tinha que ir a uma tal de casa branca, levando comprovante de residencia e documentos pra eles poderem agendar uma data pra eu fazer o cadastro e aguardar mais uns dias até receber um cartão (que não me recordo o nome agora) para ir até o posto de saúde e pegar uma senha, entrar na fila para então, finalmente, fazer a carteira. PQP!

Se eu estivesse com alguma doença mais grave, que me impedisse de fazer esforço físico (como costumo ter, devido à bronquite), tava ferrado. Se fosse uma urgência e eu não tivesse alternativa, já teria morrido. Acabei optando por pagar uma taxa de atendimento na clínica particular mesmo, cujo médico eu já conhecia. Havia levado, dias antes, meu irmão para consultar com ele (meu irmão tem plano de saúde) e parece que era coisa de outro mundo: a sala do médico era bem equipada, higienizada, tudo bonitinho.

Pensei que teria a mesma sorte, pagando a taxa da consulta (não tenho plano de saúde). Doce ilusão. Fui atendido no ambulatório da clínica, numa salinha bem menos luxuosa e sem os modernos equipamentos. Não reclamo da consulta nem faço questão de luxo, pelo contrário, mas fico um tanto atordoado com o abismo de diferença entre ter um convênio e depender da saúde pública, entre ter condições de gastar uma fortuna com planos abusivos de saúde e não poder arcar com os custos. Até mesmo dentro da clínica particular há meio que um apartheid social.

Tive sorte de ser atendido por um profissional competente, numa clínica higienizada e com o equipamento necessário, sem excessos, mas imagino a dor das pessoas que estavam aguardando na enorme fila do SUS. E isso porque os hospitais públicos da minha cidade ainda são bem melhores, em termos de eficiência e higiene, do que muitos outros por aí em cidades grandes. Não consigo nem imaginar como deve estar a situação nas metrópoles.

Com relação a mim, estou de volta à Terra. Acabaram as férias prolongadas no curso e agora é hora de enfiar a cara nos estudos. Em breve, volto com novidades.

Abraços,

Jack Waters

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Decorar, copiar e reproduzir

Estou feliz por finalmente estar aprendendo matemática, depois de anos e anos de fracasso nessa matéria. Nunca me interessei em aprendê-la devidamente até este ano, quando a pressão do vestibular me forçou a tal. Também não imaginei que fosse conseguir compreender a álgebra, a trigonometria e a geometria espacial; logaritmo pra mim era bicho de sete cabeças (bem, digamos que agora são 5 cabeças, porque ainda estou estudando) e gráficos eram pesadelos. O que tudo isso tem a ver com o título? A fonte dos meus problemas: a decoreba.

Eu não sei se é descaso dos professores ou se é a política dos colégios em que estudei (todos particulares), mas desde cedo fui "doutrinado" a decorar, a copiar e a reproduzir fielmente. Tive pavor de história até a 6ª série, devido à professora megera que simplesmente ia relatando os fatos do passado, sem apresentar as relações de causa e consequência entre eles ou o contexto em que estavam inseridos.

Quando mudei de escola, na 7ª série, passei a me apaixonar pela matéria. O professor (que foi o primeiro com quem fiz amizade) era muito bom e nos estimulava a refletir, a comparar, a analisar historicamente os eventos. Ele pegava, por exemplo, algo que acontecia durante o período do Brasil colônia e traçava paralelos com o que acontece ainda hoje. Dizia que o mais importante não é conhecer os fatos, mas ter uma visão histórica sobre eles, ou seja, entender o que os causou e quais foram suas consequências. Isso é estudar história!

Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento

No campo das ciências, não me foi diferente. Sempre fui amante delas, mas, infelizmente, quase sempre estas me foram ensinadas de forma fria, calculista, nominal. A biologia, por exemplo, é limitada a um monte de nomes complicados e suas funções e relações com outros nomes complicados; a quimica e a física são reduzidas a complexos cálculos matemáticos, em que se mudam apenas as variáveis e as fórmulas. Assim fica difícil visualizar o fenômeno, entender o que realmente acontece na prática, ver a beleza da ciência.


Algo vem me deixando bastante indignado desde o ano passado, quando comecei a dar aulas de reforço para a minha irmã menor (que hoje estuda no colégio que eu estudei até a 6ª série, das professoras megeras): o excesso de memorização mecânica, a decoreba.

Em geografia, por exemplo, uma vez estávamos estudando sobre as diversas regiões do Brasil, começando pelo nordeste. Imaginei que a professora iria cobrar na prova a cultura do povo nordestino, os problemas que eles enfrentam, como a seca e a pobreza, etc. Em vez disso, ela queria que as crianças decorassem nomes de pratos típicos. Isso mesmo, decorar pratos típicos!! Ta bom que era a 4ª série e as crianças não têm tanta maturidade para entender a realidade de uma região distante, mas decorar pratos típicos é sacanagem. Na região sul, eu lembro que tinha que decorar nomes de rios que fazem divisa com outros países e outros detalhes irrelevantes. Isso sem contar a clássica relação de estado/capital, que sempre aparece. Em história é ainda pior, mas não vou nem comentar poque isso me enoja.

Resultado: minha irmã consegue reproduzir, como um robô, vários conteúdos, mas não sabe o que significam, não tem a menor idéia de como seus conhecimentos podem ser postos em prática e não enxerga o contexto global.

Quando vou ensinar-lhe as matérias que tem dúvidas, busco sempre maneiras dela visualizar, raciocinar, usar a lógica e aprender de verdade. Sem decorar nada, as notas dela passaram a aumentar consideravelmente nas provas e é recompensador quando ela vê alguma coisa na televisão e comenta comigo: "ahhh, isso acontece por causa daquilo que você me explicou" (e faz uma relação entre os assuntos).

Quanto a mim, passei a enxergar a matemática como uma matéria lógica, dedutível. As fórmulas não são mais decoradas, mas compreendidas, visualizadas, analisadas até fazerem sentido. Como estou estudando sozinho (e tirando dúvidas com os amigos), não sofro com a repreensão de professores nem sigo métodos prontos.

Para se ter uma idéia de como isso é danoso, uma professora de matemática que tive no ensino fundamental era tão rígida com relação a seus métodos de calcular que exigia que todos fizessem exatamente da mesma forma que ela (exemplo hipotético: 2+2 é certo, 3+1 não). Que tipo de adultos essas crianças se tornarão, se desde cedo sua curiosidade e criatividade são castradas, uniformizadas e direcionadas por um caminho estreito?

Esse é um dos fatores em que ainda estamos, como Estado e sociedade, muito atrasados em relação a outros países, e o pior de tudo é que se trata de mais um ciclo vicioso. Estamos matando mentes geniais e cientistas brilhantes e criando uma nação de seres humanos mecanizados que, por sua vez, vão continuar encobrindo o desejo do saber das gerações posteriores.

Abraços,

Jack Waters

domingo, 9 de agosto de 2009

Encruzilhadas

Recentemente tive uma importante conversa com um amigo meu que queria minha opinião sobre um assunto delicado: a escolha da carreira. Sei que sou inexperiente e não tenho muita qualificação para falar sobre o assunto, mas tenho uma visão que acredito ser razoável e vale a pena compartilhá-la.

Como alguns sabem, pretendo cursar uma faculdade de filosofia, apesar das muitas pressões externas para não levar este plano adiante. Muitas pessoas tentam me alertar sobre o fracasso, sobre as dificuldades, sobre o desemprego, etc etc. mas são pouquíssimas as que realmente se importam com o que eu sonho para minha vida. Tentam dissuadir-me, propondo que eu faça outro curso, como direito, em que o mercado de trabalho é mais amplo e o sucesso(em teoria), garantido.

Apesar de tudo, mantenho-me inflexível. Não há nada que me interesse - em termos de cursos de faculdade - além a filosofia, da história, da psicologia e de outras ciências humanas. O que eu viso, muito mais que o dinheiro, é buscar compreender o ser humano: nossos pensamentos, nossas emoções, nossa história, nossas raízes, nossas tendências, nossas crenças, enfim, todo o nosso ser. Quando paro para contemplar o imenso abismo dentro de mim mesmo e o gigantesco oceano de ignorância que me cerca, sinto-me compelido a aprender, a buscar mais e mais o saber e essa fome não pode ser saciada com nenhum dinheiro ou status.

Uma vez tendo experimentado a filosofia, o caminho é irreversível. Ela vicia, entorpece, proporciona experiências fantásticas, liberta. Fazendo uma analogia a Platão, uma vez fora da caverna, não se tem vontade de regressar às sombras e aos grilhões.

Claro que vou precisar de dinheiro para me alimentar e pagar as contas, mas não preciso ser rico para ser feliz.

E agora?

Sobre o meu amigo, ele atualmente está em dúvida entre cursar medicina - pela tranquilidade financeira - e psicologia - que é o que realmente gosta e tem potencial. Para expressar minha opinião a respeito, utilizei de um exemplo pessoal:


Primeiro perguntei se ele já havia trabalhado em um emprego temporário, desses que a gente necessita pra ganhar uma grana, como, por exemplo, funcionário de uma loja. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se ele gostou realmente de ter trabalho no que ele fez e ele me disse que não(comigo acontece o mesmo).

Pois bem, eu disse, mas você sempre teve o alívio de pensar que o trabalho em que estava era apenas temporário, que você tem muitos planos para sua vida e que esta é apenas uma etapa necessária para realizá-los; agora imagine-se trabalhando em algo que não gosta pelo resto da sua vida, sem o alívio anterior, mas com o peso de saber que foi isso que você escolheu para si, que foi a profissão que você optou por se dedicar, estudar e seguir.

Esta perspectiva me parece, admito, um tanto aterrorizante, porém realista. É melhor visualizá-la agora do que vivenciá-la futuramente. Diante deste argumento, que ele refletiu bastante, apontou outro problema:

"Mas eu quero viajar, quero conhecer outros países, não quero passar fome."

Bem, eu disse, você está pensando apenas nos extremos. Ou no alto salário de um médico ou no salário medíocre da alternativa. As coisas não são bem assim. Se você for bom no que faz e fizer com paixão, não vai passar fome. Pode até não ter uma vida regrada de luxo e desperdício, mas vai ter condições de ter uma vida boa sim, sem exageros. Embora não vá poder viajar sempre que quiser, poderá perfeitamente fazer uma economia legal para fazer uma grande viagem uma vez por ano ou a cada 2 anos. Além disso, o tempo livre de um médico é muito escasso. Você teria dinheiro mas não teria tempo de aproveitá-lo, de forma que, nof im das contas, você só poderia viajar uma vez por ano ou a cada dois anos também. Ele concordou.

Por fim, disse-lhe que, entre ser rico e infeliz e fazer o que eu realmente gosto, tendo uma vida boa sem exageros, eu fico com a 2ª opção. Mas isto é uma opinião pessoal, a decisão final é inteiramente dele. Meu objetivo não foi convencê-lo a fazer esta ou aquela faculdade, mas fazê-lo refletir sobre as consequências de sua escolha.

Sem mais,

Abraços,

Jack Waters

sábado, 8 de agosto de 2009

O plano para dominar o mundo

Ontem o Romulo e eu tivemos uma conversa louca pelo msn que bem daria um conto nonsense. Resolvi escrevê-lo.

Tudo começou quando eu estava navegando à toa na net, procurando algo para matar o tempo, e me deparo com este site, que avalia o preço de outros sites, considerando seu pagerank, os acessos diários e sua popularidade na rede. Como não tinha nada melhor pra fazer, avaliei o preço do PP: R$3.571,00. Nada mau para um blog relativamente novo.

A partir daí, imaginamos a cena: Venderíamos o PP para um grupo de empresários capitalistas que visam apenas os lucros; estes, por sua vez, encheriam o blog de propagandas e nos contratariam para escrever artigos fúteis para jovens desmiolados. Rapidamente o PP se tornaria pop, moderno, chique, na moda e nós, blogueiros hipócritas muito bem remunerados.

Bem vindo ao mundo dos negócios

Paralelamente a este, criaríamos outro blog, independente, que retomaria a proposta original do primeiro e o criticaria por ter se vendido. Seríamos críticos de nós mesmos, pagando de cultos e intelectuais. Para não sermos descobertos, usaríamos pseudônimos como Wack Jaters e Olumor. Discrição total.


Com o passar do tempo, juntaríamos a grana que ganhamos da propaganda e dos empresários e montaríamos uma pequena empresa, a Beagle, especializada em venda de blogs para jovens. Utilizaríamos de propagandas enganosas com promessas de fama e fortuna aos consumidores dos nossos blogs.

O esquema consiste no seguinte: Vários anunciantes nos pagariam para colocar seus produtos nos blogs que venderíamos para os jovens; Faríamos uma larga propaganda dos blogs vendidos na internet e na televisão, para que eles bombassem, aumentando as visitas diárias e, consequentemente, o preço dos anúncios; daríamos uma quantia irrisória do lucro aos proprietários dos blogs, que a esta altura já estariam pra lá de satisfeitos com a fama (nós os tornaríamos famosos da noite pro dia, independente de seu talento ou de sua capacidade intelectual) e ficaríamos com a maior parte.

Ao cabo de alguns meses, nossas ações cresceriam tanto que estaríamos multimilionários. Boicotamos os negócios dos empresários até que estes venham à falência, então, não lhes restaria alternativa senão trabalhar para nós. Compraríamos sua empresa e cresceríamos mais rapidamente ainda. Ao passar de alguns anos, a Beagle seria uma gigante do mercado mundial, internacionalmente famosa.

Numa jogada de esperteza, acusaríamos outras corporações de monopólio e plágio, enquanto aguardamos pacientemente suas ações despencarem e as nossas subirem, até chegar ao ponto em que pudermos comprá-las todas. Quando isso acontecer, seremos a maior empresa do mundo, e nosso plano de dominação global começa a entrar em vigor.

Tornaremos todas as pessoas tão dependentes de nós que governos e sociedades inteiras logo cairiam aos nossos pés. Todos os países seriam unificados em uma só nação, governada por nós. Para garantir nossa supremacia e não correr o risco de sermos sabotados, criaríamos um programa de vigilância constante para monitorar cada cm² da superfície da Terra e cada movimento de cada ser humano. Para não levantar suspeitas, utilizaríamos muito do artifício da propaganda para passar uma mensagem de fraternidade e progresso. Colocaríamos este programa à disposição gratuita ao largo público para que eles possam se monitorar voluntariamente também.

A esta altura, Romulo e eu seríamos os 2 homens mais poderosos que este planeta ja viu. Quando não houvesse mais nada a conquistar, eu, num golpe preparado, mataria-o e tomaria o trono só para mim. A esta altura ninguém poderia me deter.

Minha vítima, no entanto, voltaria como um zumbi para me matar, mas quando o fizesse, descobriria que na verdade aquele era meu gêmeo malvado. Eu estava, desde o começo da história, preso e amordaçado no porão da minha casa, sobrevivendo como um prisioneiro.
Wack Jaters tinha sido a mente maligna por trás de tudo.

Ao cabo da experiência, a
Beagle ruiria, como um castelo de cartas de baralho, e o mundo seria livre novamente (ou não).

FIM

P.S.: Qualquer semelhança com nomes, logotipos ou empresas reais é mera coincidência.

P.S.2: Ou não.

Abraços,

Jack Waters
(O gêmeo bonzinho)
(Ou não)